segunda-feira, 23 de maio de 2011

ÁGUA VIVA - TEXTO

ÁGUA VIVA





A água-viva é provavelmente uma das criaturas mais estranhas e misteriosas que você poderá encontrar. Com seu corpo gelatinoso e seus tentáculos bamboleantes, ela se parece mais com algo de um filme de terror do que com um animal de verdade. Mas se conseguir deixar a estranheza de lado, e o fato de que se você chegar muito perto de uma água-viva resultará em uma ardência terrível, irá descobrir que ela é muito fascinante. A água-viva existe há mais de 650 milhões de anos e é representada por milhares de espécies diferentes, sendo que novas espécies são descobertas a todo o momento.

Imagem cedida por Kevin Connors /MorgueFile
As águas-vivas são animais marinhos, que variam de tamanho, podendo medir de menos de 2,5 cm a cerca de 2m, com tentáculos chegando até a 30,5 m de comprimento. Embora muitas sejam planctônicas, ou seja, sua locomoção depende da mercê das correntes ou é tão limitada que não podem vencê-las, algumas água-vivas conseguem nadar lançando um jato de água.
A água-viva faz parte do filo dos Cnidários, (da palavra grega "urtiga que queima") e da classe dos Cifozoários (da palavra grega "xícara ou taça", referindo-se ao formato do corpo da água-viva). Todas as espécies dos cnidários têm uma boca no centro do corpo, e envolvida por tentáculos. Outros cnidários, parentes da água-viva incluem corais, anêmonas do mar e a caravela-portuguesa.
A água-viva é composta por cerca de 98% de água. Se ela encalhar na praia, praticamente irá desaparecer à medida que a água evaporar. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Seu corpo tem simetria radial, o que significa que os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais. Ela tem um corpo muito simples: não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais rudimentares na base de seus tentáculos.










O corpo da água-viva geralmente é composto de seis partes básicas:
• aepiderme, que protege os órgãos internos;
• agastroderme, que é a camada interna;
• amesogléia, ou parte gelatinosa intermediária, entre a epiderme e a gastroderme;
• acavidade gastrovascular, que funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
• umorifício que funciona como boca e ânus;
• tentáculos que formam a extremidade do corpo.
Uma água-viva adulta é uma medusa, que recebeu este nome por causa de Medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo, que poderia transformar os seres humanos em pedra com um simples olhar. Depois que o macho libera seu esperma na água por seu orifício, o esperma nada até o orifício da fêmea e fertiliza os óvulos.


Várias dezenas de larvas de água-viva podem ser concebidas de uma só vez. Finalmente, elas flutuam nas correntes e procuram uma superfície sólida para se fixarem, como uma rocha. Ao se fixarem, elas se tornam pólipos, cilindros ocos com uma boca e tentáculos na parte superior. Posteriormente, os pólipos se desenvolvem em uma água-viva jovem, chamada éfira. Depois de algumas semanas, a água-viva se desprende e se desenvolve, tornando-se uma medusa adulta. Uma medusa vive cerca de três a seis meses.
Quando a água-viva ataca!
Parece algo extraído do filme "Godzilla": monstros marítimos gigantes invadiram os mares do Japão. Eles têm 1,82 m de comprimento e pesam até 225 kg. Eles causaram danos à indústria pesqueira nacional e infligiram algumas fisgadas mortais nos seres humanos. Eles foram responsáveis até pelo desligamento temporário de uma usina de energia nuclear depois que entraram no seu sistema de resfriamento. Essas criaturas eram águas-vivas, que os japoneses chamam de echizenkurage. Alguns especialistas atribuem o influxo de águas-vivas às chuvas pesadas na China, que direcionaram as criaturas marítimas para os mares do Japão. Felizmente, os japoneses encontraram uma utilização para as diversas águas-vivas enormes que capturaram: água-viva desidratada e salgada. Está servido?

A ÁGUA VIVA E O EVOLUCIONISMO
O primeiro animal a surgir na Terra foi a água-viva-de-pente que vagueia no oceano, e não a simples esponja, de acordo com uma nova descoberta que tem chocado os cientistas que não imaginavam que a primeira criatura pudesse ser uma criatura tão complexa. O grande problema dessa descoberta é que as águas vivas são mais complexas que as esponjas, há muito tempo consideradas como os animais mais primitivos porque não dispõem de tecidos e órgãos. Colocar uma água viva na base da árvore de Darwin leva o mistério da evolução dos tecidos complexos para um passado que não pode ser observado.CaseyDunn, membro da equipe de estudo da Brown University, em RhodeIsland, diz que as antigas água-vivas provavelmente pareciam diferentes das atuais.

"Isto foi um choque completo", disse CaseyDunn "Tão chocante que inicialmente pensamos que alguma coisa tinha corrido muito mal."

A equipe de Dunn verificou e voltou a verificar os seus resultados mas acabavam por obter sempre os mesmos resultados: a água-viva-de-pente surgiu primeiro. Os resultados estão detalhados na edição da revista Nature de 10 de Abril, uma revista que, como a maioria das revistas respeitadas, exige que outros cientistas façam uma revisão ao trabalho antes dele ser publicado. A descoberta foi inesperada porque os biólogos evolucionistas pensavam que animais menos complexos tinham-se dividido primeiro e depois evoluído separadamente. Dunn diz que dois cenários evolutivos podem explicar porque as águas-vivas-de-pente teriam sido realmente as primeiras entre os animais. O primeiro cenário é que a água-viva-de-pente teria evoluído a sua complexidade de forma independente de outros animais após se ramificar para formar o seu próprio caminho.
O segundo é que a esponja evoluiu a sua forma mais simples a partir de uma forma de vida mais complexa. Esta segunda possibilidade sublinha o fato de "evolução não ser necessariamente apenas uma marcha em direção a uma complexidade crescente", disse Dunn.
Cada vez mais a tal árvore da vida de Darwin está mais para um gramado com a criação repentina de diversos animais segundo a sua espécie.

terça-feira, 10 de maio de 2011

EXERCICIOS OR. SUBORD. ADVERBIAIS



1. Leia a tira e responda:

a. Quantas orações possui esse período: ___________
b. Classifique esse período: _____________________
c. 1ª oração: _________________________________
___________________________________________
d. 2ª oração: _________________________________
_____________________________________________________________________________________

e. A oração “porque não quiseram cumprir com seus direitos trabalhistas” também exerce a função de:
( ) subordinada substantiva objetiva direta
( ) subordinada substantiva apositiva
( ) subordinada adverbial causal
( ) subordinada adverbial causal.

2. Leia os trechos da música:
“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós,
Tenho que apagar a luz,
Tenho que calar a voz” ...

“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar,
Tenho que subir aos Céus,
Sem cordas pra segurar”.


a) O que o compositor quer, deseja?
_____________________________________________________________________________________

b) Quais as condições para ele conseguir o que quer?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

c) Circule todas as conjunções presentes na letra da música:
d) Classifique as orações que as conjunções introduzem:
_____________________________________________________________________________________


3. Assinale a alternativa em que a segunda oração exprime condição para que se realize o que é expresso pela primeira:

( ) As reformas poderiam vir contanto que não abolissem os velhos rituais.
( ) O padre Geronimo perguntou se o professor era um crente.
( ) A igreja está voltando às suas origens se bem que tenha cortejado os poderosos.
( ) Era necessário contentarem-se com a má sorte embora não estivessem convencidos disso.

4. Leia, circule as conjunções e classifique as orações subordinadas adverbiais abaixo:

a) À medida que a notícia do incêndio se espalhava, a confusão aumentava.
_____________________________________________________________________________________


b) O diretor age conforme exigia aquela situação.
_____________________________________________________________________________________

c) Ainda que seja tão necessário ao mundo moderno, o petróleo é uma fonte de poluição.
_____________________________________________________________________________________

d) Se todos colaborarem, terminaremos o projeto antes do feriado.
_____________________________________________________________________________________

e) Como estava muito resfriado, preferiu não comparecer à reunião.
_____________________________________________________________________________________

f) Quanto mais se aproximava a hora da viagem, mais a pressa aumentava.
_____________________________________________________________________________________

g) Os alunos saíram assim que o sinal tocou.
_____________________________________________________________________________________

h) As ondas do mar eram tão altas que até a surfistas ficaram receosos.
_____________________________________________________________________________________

i) Coloquei um peso sobre as folhas, para que o vento não as levasse.
_____________________________________________________________________________________

j) Na sala de reunião, Vera se sentia mais à vontade que os outros funcionários.
_____________________________________________________________________________________

5. Leia, com atenção, os períodos abaixo:

I. Caso haja justiça social, haverá paz.
II. Embora a televisão ofereça imagens concentradas, ela não fornece uma reprodução fiel da realidade.
III. Como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se escutou um único ruído.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas orações destacadas:

a) tempo, concessão, comparação.
b) Tempo, causa, concessão
c) Condição, consequência, comparação
d) Condição, concessão, causa
e) Concessão, causa, conformidade

LISTA DE EXERCICIOS 121

Observe a figura e julgue os itens a seguir





a.( ) No primeiro quadrinho temos três orações e períodos compostos por subordinação.

b. ( ) No terceiro quadrinho, a fala de Calvin representa um período composto por coordenação, por se tratar de uma oração coordenada assindética.

c. ( ) A razão pela qual a mãe de Calvin não acreditou em sua história se dá pelo fato do menino gesticular bastante.

d. ( ) Nos quadrinhos 1, 2 e 4 temos períodos compostos por coordenação, porque todos possuem duas orações coordenadas.

e. No terceiro quadrinho, na fala de Calvin, temos um exemplo de frase nominal, por não possuir verbo em sua composição.

2. Leia os períodos com atenção. Julgue cada item:


( ). Na oração “Recebeu dinheiro da pensão, mas gastou tudo”, temos um exemplo de oração coordenada aditiva.

( ). Em “Ora faz frio, ora faz calor”, temos um período composto por coordenação.

( ). “Pagou a dívida, portanto não deve mais nada” – Oração Coordenada Sindética Conclusiva.
( ). “Saíram cedo e ainda não chegaram ao destino”, não há presença de conjunção.

( ). Partiram tristes, depois retornaram felizes – Período Composto por subordinação.



3. (Acadepol – ES) No período Penso, logo existo, a oração destacada é:

a. ( ) coordenada sindética conclusiva
b.( ) coordenada sindética aditiva
c.( ) coordenada sindética alternativa
d.( ) coordenada sindética adversativa
e.( ) coordenada sindética explicativa



4. (TCE – BA) Há oração coordenada adversativa na opção:

a.( ) A paisagem perdeu o encanto da frescura.
b.( ) O autor sobre quem falávamos fará uma palestra amanhã.
c.( ) Não vejo flores nesta primavera.
d.( ) Estudamos toda a matéria para o concurso.
e.( ) Vesti-me rapidamente, tomei um táxi, mas cheguei atrasado.

5. Leia a canção-poema e responda o que se pede:
CARINHOSO
(Pixinguinha e João de Barro)

Meu coração
Não sei por que
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz
a. Explique a expressão: “Os meus olhos ficam sorrindo”...
____________________________________________________________________________


b. Justifique o título dessa canção-poema:
___________________________________________________________________________________________________________________________________________

c. A linguagem conotativa está presente
em todo o poema. Transcreva dois trechos que comprovem essa afirmação.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________

d. Com que intenção o autor repetiu
determinados termos – muito; vem - no poema? Explique.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Se você mudasse o título desse poema,
qual seria o escolhido? Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________

LISTA DE EXERCICIO 131

Leia o texto abaixo e julgue os itens a seguir:

"DIZEM QUE É UM GALHO MAL-ASSOMBRADO!!"


A.(C) (E) O período inserido no texto possui duas orações.
B.(C) (E) Oração principal: “dizem”.
C.(C) (E) Oração subordinada substantiva objetiva direta: “que é um galho mal-assombrado”.
D.(C) (E) A subordinada é introduzida por um conectivo – a conjunção integrante que – e possui verbo no indicativo – é.
E.(C) (E) Essa mesma oração poderia ser expressa sem o conectivo e com verbo em uma das formas nominais – infinitivo, gerúndio ou particípio.


2. O texto a seguir se refere às duas questões abaixo:
“[...] Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
- Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte, [...]”

a. As orações, “Desafia o nosso peito a própria morte” e “que um filho teu não foge à luta” classificam-se, respectivamente, como:

a) principal e subordinada substantiva subjetiva;
b) principal e subordinada substantiva objetiva indireta;
c) principal e subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada substantiva subjetiva e subordinada substantiva objetiva direta.
e) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva apositiva.

8. Quanto à letra do Hino Nacional Brasileiro, todas as alternativas estão corretas, exceto uma:

a) O trecho acima da letra do Hino Nacional Brasileiro foi extraído da primeira parte e da segunda parte deste.

b) O trecho não segue a sequência correta do Hino Nacional Brasileiro.

c) Os versos anteriores a primeira parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a: “OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE, E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS, BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.”

d ) Os versos posteriores a segunda parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a :
“TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!”

e) Os versos anteriores a primeira parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a:

“OUVIRAM DA IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDA
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.”


9. Classifique as orações subordinadas abaixo:
a. É sabido que os garimpeiros portam armas de fogo.
_____________________________________________________________________________________

b. O importante agora é que obtenha apoio de outras organizações ligadas ao índio.
_____________________________________________________________________________________

c. Há muito tempo venho dizendo que não entendo esse tal de povo brasileiro.
_____________________________________________________________________________________

d. Juro que amanhã eu vou bem cedo pro trabalho.
_____________________________________________________________________________________

e. Temos necessidade de que você nos auxilie.
_____________________________________________________________________________________

f. Devido ao rigoroso inverno, meu desejo é que passemos nossas férias em um lugar quente.
_____________________________________________________________________________________

g. Todos precisamos de que haja entendimento em nosso convívio.
_____________________________________________________________________________________


h. Eis a nossa vontade: que você supere os problemas.
_____________________________________________________________________________________

i. Eram favoráveis a que houvesse um debate com o grupo.
_____________________________________________________________________________________

j. É preciso que você saiba entender a vida.
_____________________________________________________________________________________

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase. TODAS AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO INTEGRANTE “QUE”.
Exemplo 1:
- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.

Verbo de Ligação (É) + predicativo (preciso) = Or. Subord. Substantiva Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.

Verbo na terceira pessoa na oração principal

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
- Confirmou-se que o exame deu positivo.
Voz passiva analítica ou sintética

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Sujeito + Verbo de Ligação
- A verdade é que você não virá.
Sujeito + Verbo de Ligação

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Sujeito + Verbo Transitivo Direto
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + Verbo Transitivo Direto

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + Verbo Transitivo Indireto
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + Verbo Transitivo Indireto

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Sujeito + nome
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + nome

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Geralmente vem precedida de dois pontos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

COMPLEMENTO VERBAL

Complemento verbal

Os complementos verbais completam o sentido dos verbos transitivos. Estes complementos podem ligar-se ao verbo através de um preposição ou sem o auxílio dela. Quando há necessidade de preposição, o objeto é dito indireto; quando ela não é necessária, o objeto é dito direto. Alguns verbos podem aceitar ao mesmo tempo um objeto direto e outro indireto. Em alguns casos, por questões de estilo, adiciona-se um preposição ao objeto direto. Neste caso o objeto direto é dito preposicionado.
Exemplos
Aviões possuem asas. - Asas é o objeto direto do verbo possuir.
Gosto de escrever. - de escrever é objeto indireto do verbo gostar.
Neguei tudo aos impostores. - tudo é objeto direto e aos impostores é objeto indireto do verbo negar.
Ele ama a Deus - a Deus é um objeto direto preposicionado. Observe que o verbo amar não exige a preposição.
Objeto direto - OD
Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação.
Identificamos o Objeto direto, quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". A resposta será o Objeto Direto.
Exemplos
Vós admirais os companheiros. -Perguntamos, Vós admirais o quê? A resposta é 'os companheiros', que é o objeto direto.
Nós amamos Julieta. -Perguntamos, nós amamos quem? A resposta é 'Julieta', que é o objeto direto da oração...
Maria vendia doces. -Perguntamos, Maria vendia o que? A resposta é 'doces', que é o objeto direto.
Ivano ama Hortência. -Perguntamos, Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência', que é o objeto direto.
Objeto direto preposicionado
Há casos, no entanto, que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição, que, por sua vez, precede o objeto direto. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado.
Ex: Vós tomais do vinho. -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho
O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso:
por pronome pessoal oblíquo tônico;
pelo pronome relativo "quem", de antecedente claro;
por pronome átono e substantivo coordenados.
Objeto indireto - OI
O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto, sendo obrigatoriamente precedido de preposição.
Identificamos o Objeto indireto, quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê". A resposta será o Objeto indireto.
Objeto indireto reflexivo
O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito. Exemplo:
O dono da casa deu-se o prazer de uma torta.
Exemplos
André obedece aos pais.
Mariana obedeceu a sua avó
Toby, o cachorro, obedeceu a Amanda

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Colocação Pronominal

Regras gerais de colocação pronominal

Ênclise – é a colocação normal do pronome na língua culta. (depois do verbo)
Ex.: Levantei-me cedo hoje.

Mesóclise – É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não haja condição de próclise. (no meio do verbo)
Exs.: O torneio de xadrez realizar-se-á no início da primavera.
Contar-lhe-ia o segredo, se pudesse.

Próclise – É a colocação do pronome quando antes do verbo há palavras que exercem atração sobre ele, como:
• Palavra negativa (não, nem, nunca, ninguém, nenhum, nada, jamais...) não seguida de pausa. Ex.: Nunca nos revelou sua verdadeira identidade.
• Advérbio não seguido de vírgula. Ex.: Depois me dirigi ao balcão de informações.
Obs.: Havendo vírgula depois de palavra negativa ou de advérbios, usa-se ênclise. Exs.: Não, disse-me ele, não me deve mais nada.
Em seguida, despediu-se de todos gentilmente.
• Pronomes relativos e indefinidos. Exs.: O rapaz que me procurou vendia dicionários. / Quem te acompanhou até aqui?
• Conjunção subordinativa. Ex.: Pensei que lhe dariam o emprego.
• Preposição “em”, seguida de gerúndio. Ex.: Em se tratando de brigas familiares, não me meto.
• Infinitivo pessoal precedido de preposição. Ex.: Para se desculparem, enviaram-nos flores e bombons.
• Orações optativas, exclamativas ou interrogativas, com sujeito antes do verbo. Ex.: Deus lhe pague, moço!

Obs.: Havendo entre a palavra que exerce atração e o pronome oblíquo um termo ou oração intercalados, a próclise continua sendo necessária. Observe: Nunca, é bom saberem, lhe pedi dinheiro.



Colocação dos pronomes átonos nas locuções verbais

Nas locuções verbais ocorrem as seguintes colocações de pronomes:

Com verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio

Se não houver fator que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado:
• Depois do verbo auxiliar.
Exs.: Devo-lhe mandar o livro ainda hoje.
Vinha-se arrastando pelas ruas.
• Depois do infinitivo ou gerúndio.
Exs.: Devo mandar-lhe o livro hoje.
Vinha arrastando-se pelas ruas.

Se houver fator que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado:

• Antes do verbo auxiliar.
Exs.: Nada lhe devo contar.
Todos nos estavam esperando.
• Depois do infinitivo ou gerúndio.
Exs.: Nada devo contar-lhe.
Todos estavam esperando-nos.

Observações:
1ª Havendo preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do pronome é facultativa.
Ex.: A moça há de acostumar-se com a vida de casada. / A moça há de se acostumar com a vida de casada.
2ª Com a preposição a e o pronome oblíquo o (e variações), o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo.
Ex: Tornou a vê-los depois do casamento.

Com verbo auxiliar + particípio

Se não houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará depois do verbo auxiliar.
Ex.: Haviam-me oferecido um bom emprego.

Se houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará antes do verbo auxiliar.
Ex.: Não me haviam oferecido nada de bom.

TIPOS DE PREDICADO

Tipos de predicado

Segundo a informação contida no predicado, ele pode ser:
Verbal;
Nominal;
Verbo-nominal.

Ø Predicado verbal (PV) – É aquele que informa uma ação. O núcleo do predicado verbal é o próprio verbo.
Exs.:
As árvores florescem na primavera. (VI)
Os pássaros fazem seus ninhos. (VTD)
Nós concordamos com você. (VTI)
Os alunos prestaram uma homenagem ao professor. (VTDI)

Ø Predicado nominal (PN) – É aquele que informa um estado do sujeito. Nesse predicado o verbo é de ligação. O núcleo do predicado nominal é a característica do sujeito contida no predicado.
Exs.:
Aquelas esculturas eram valiosas.
A população permanecia apreensiva.
Este homem parece uma criança.

IMPORTANTE
Predicativo do sujeito é o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito.
Exs.:
As crianças continuam felizes. (VL) + (predicativo do sujeito)
As atitudes de alguns homens são imperdoáveis. (VL) + (predicativo do sujeito)

O predicativo também pode aparecer com outros verbos.
Exs.:
As crianças saíram satisfeitas. (VI) +(Predicativo do sujeito)
Os bancários terminaram o trabalho aliviados. (VTD) +(OD) + (Predicativo do sujeito)

O predicativo do sujeito pode ser representado por um adjetivo, locução adjetiva, substantivo, palavra substantivada, pronome substantivo ou numeral.
Exs.:
O seu gesto foi delicado. (adjetivo)
A comida está sem sabor. (locução adjetiva)
A lua parece uma bola. (substantivo)
Amar é viver. (palavra substantivada)
Meu carro não é esse. (pronome substantivo)
Nós somos cinco em casa. (numeral)

Ø Predicado verbo-nominal (PVN) – é aquele que expressa uma dupla informação: ação e estado. Por fornecer duas informações, é constituído por dois núcleos: um verbo e um nome (predicativo).
Exs.:
Os gatos olhavam aflitos. (VI) + (predicativo do sujeito)
O dentista voltou sério. (VI) + (predicativo do sujeito)
Os alunos fizeram a prova tranquilos. (VTD) + (OD) + (predicativo do sujeito)
Os alunos retornaram da excursão felizes. (VTI) + (OI) + (predicativo do sujeito)

IMPORTANTE
Há predicados verbo-nominais em que o predicativo não se refere ao sujeito, mas ao objeto.
Exs.:
Os colegas consideram Daniel inteligente.
O predicativo “inteligente” se refere ao OD Daniel e não ao sujeito “colegas”. = predicativo do objeto.
Os alunos acharam fácil a prova.
O predicativo “fácil” se refere ao OD “a prova” e não ao sujeito “alunos”. = predicativo do objeto.
Eu achava horrível qualquer filme de terror.
O predicativo “horrível” se refere ao OD “qualquer filme de terror” e não ao sujeito “eu”. = predicativo do objeto.

Obs.: O predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre com objeto indireto com o verbo chamar. Chama-lhe ingrato. (Chama a ele ingrato)

SUJEITO

Sujeito

Em análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais da oração, responsável por realizar ou sofrer uma ação ou estado.
Segundo uma tradição iniciada por Aristóteles, toda oração pode ser dividida em dois constituintes principais: o sujeito e o predicado.
Para os verbos que denotam ação, frequentemente o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o ser que pratica a ação e o da voz passiva é o que sofre suas consequências. Sob outra tradição, o sujeito (psicológico) é o constituinte do qual se diz alguma coisa. Segundo Bechara, "É o termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade".
Exemplos
O menino brinca. - Os meninos brincam.
O livro é bom. - Os livros são bons.
Didaticamente, fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? ― e teremos a resposta; esta resposta será o sujeito.
"O menino brinca." Quem é que brinca? O menino. Logo, o menino é o sujeito da frase.
"O livro é bom." Que é que é bom? O livro. Logo, o livro é o sujeito da frase.
Tipos de Sujeito
O sujeito pode ser, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), classificado em simples, composto, indeterminado, desinencial ou implícito e inexistente. Nesse último caso, temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito.

1. Sujeito simples
É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em negrito):
Maria é uma garota bonita.
A pequena criança parecia feliz com seu novo brinquedo.
Ivana é chata.

2. Sujeito composto
É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo, escrito na oração.
Pedro e Paulo são amigos.
Paula e Carla fizeram compras no sábado.
Bruna e Michelle trabalham juntas.
O sujeito também pode vir depois do verbo:
Saíram Pedro e Paulo.
Saiu Pedro e Paulo.
Note que, no segundo caso, o verbo "saiu" concorda com o sujeito "Pedro", mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa.

3. Sujeito desinencial, implícito, oculto, elíptico ou subentendido
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.
Fechei a porta.
Quem abriu a porta?
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Quem abriu a porta?, o identificado é ele.
Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, colocamo-lo entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= Sujeito Simples Desinencial.

4. Sujeito indeterminado
Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.

Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:
a) O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.
Dizem que eles não vão bem.
Estão chamando o rapaz...
Disseram que ele morreu.

b) Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na 3ª pessoa do singular, mais a partícula se.
Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.
Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:
Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa → verbo transitivo direto)
Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa → verbo transitivo direto)
Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:
Carros são comprados (sujeito: "Carros");
Casa é vendida (sujeito: "Casa").

c) Com um Verbo Intransitivo, somente na 3ª pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.
Vive-se feliz, aqui.
Aqui se dorme muito bem.

5. Orações Sem Sujeito
Observação: Dar o nome de Oração sem Sujeito (OSS) não se constitui, formalmente, da classificação do sujeito, mas da oração enquanto estrutura lingüística desprovida de sujeito.
Há verbos que não têm sujeito, ou este é nulo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo os seguintes:

a) Com os verbos que indicam fenômenos da natureza, tais como anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar...
• Trovejou muito.
• Chove muito no Amazonas.
OBS: Esses mesmos verbos têm sujeito quando são utilizados em sentido figurado.

b) Com o verbo haver, significando existir, realizar, acontecer.
Ainda há amigos.
Haverá aulas amanhã.
Há dois dias que não durmo.

c) Com os verbos fazer, haver e estar indicando tempo, decorrido ou não.
Está quente esta noite.
Faz dez anos que não o vejo.
Faz calor terrível no verão.
Está na hora do recreio.

d) Com o verbo ser indicando tempo.
Era uma vez.
Foi em janeiro.

e) Com os verbos ir, vir e passar indicando tempo.
Já passa de um ano... .
Já passa das cinco horas.
Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria de substantivos.
Amanhã é feriado nacional. (O dia de amanhã...)
Aqui já é Vitória (Este lugar...)
Nota: Oração Sem Sujeito também pode ser chamada de OSS.

EU OU MIM?

Eu ou mim?


Os pronomes pessoais eu e tu desempenham a função de sujeito, enquanto os oblíquos tônicos mim e ti desempenham outras funções.
Os pronomes pessoais retos eu e tu (somente esses) não podem , na variedade padrão, vir regidos de preposição e desempenhar a função de complemento.
Os pronomes pessoais oblíquos – mim e ti –, quando regidos de preposição, desempenham a função de complemento.
Ex.: Não há mais nada entre mim e você. Adj. Adv.
Os alunos trouxeram flores para ti. OI

Conosco ou com nós? Consigo ou...?

Na variedade padrão, os pronomes oblíquos si e cnsigo só podem ser empregados como reflexivos na 3ª pessoa:

Exs.:
Vaidosa, ela só falava de si mesma.
O professor trouxe as avaliações consigo.

Os demais, comigo, contigo, conosco, convosco, são utilizados normalmente.
Ex.:
Ela simpatizou comigo/conosco.

O emprego de com vós e com nós é admitido quando estes forem reforçados por outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou qualquer numeral.
Ex.:
Ele já discutiu com nós ambos/com nós dois.


Função sintática dos pronomes pessoais

Conforme você deve ter observado, os pronomes pessoais:
1º são sempre pronomes substantivados;
2º para distingui-los e empregá-los, é necessário saber que função sintática desempenham na oração.

Assim:
• Os pronomes retos empregam-se como sujeito e predicativo do sujeito:
Eu sou eu, ora. (predicativo do sujeito)
• Os pronomes oblíquos (átonos e tônicos) geralmente exercem na frase a função de objeto direto ou indireto.

Os átonos de 3ª pessoa o, a, os, as funcionam como objeto direto; lhe, lhes, como objeto indireto; os demais, me, te, se, nos, vos, podem ser objeto direto ou indireto, dependendo da predicação do verbo que completam.
Exs.:
Convidou-me/os a sair. OD
Emprestaram-me/lhe os livros. OI

Os tônicos são sempre precedidos de preposição. Por isso, sua função sintática só pode ser determinada pela predicação do verbo ou do nome ao qual servem de complemento.
Exs.:
Carolina é fiel a ele. CN
O trabalho foi feito por mim. Agente da passiva

Em muitos casos, o pronome oblíquo pode equivaler a um pronome possessivo, situação em que exerce a função de adjunto adnominal.
Exs.:
Rasgaram-me o livro. Adj. Adn.
Rasgaram o meu livro. Adj. Adn.


Utilização dos pronomes demonstrativos

Em relação ao espaço:
• Este(s), esta(s) e isto indicam o que está perto da pessoa que fala. (Este relógio de bolso que estou usando pertence ao meu avô).
• Esse(s), essa(s) e isso indicam o que está perto da pessoa com quem se fala. (Mamãe, passe-me, por favor, essa revista que está perto de você).
• Aquele(s), aquela(s) e aquilo indicam o que está distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com quem se fala. (Olhem aquela casa. É um exemplo da arquitetura colonial brasileira).

Em relação ao tempo:
• Este(s), esta(s) e isto indicam o tempo presente em relação à pessoa que fala. (Esta tarde irei ao supermercado fazer a compra do mês).
• Esse(s), essa(s) e isso indicam o tempo passado, mas relativamente próximo à época em que se situa a pessoa que fala. (Essa noite dormi mal; tive pesadelos horríveis).
• Aquele(s), aquela(s) e aquilo indicam um afastamento no tempo, referido de modo vago ou como tempo remoto. (Naquele tempo, os filhos das classes abastadas iam estudar em Portugal)

Em relação ao falado ou escrito ou ao que se vai falar ou escrever

• Este(s), esta(s) e isto são empregados quando se quer fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se vai falar. (São estes os assuntos da reunião: informes gerais, discussão do uso das quadras nos intervalos entre as aulas, abertura da cantina aos domingos).
• Esse(s), essa(s) e isso são empregados quando se quer fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou. (Sua participação nas olimpíadas de matemática, isso é o que mais desejamos agora).
• Este e aquele são empregados quando se faz referência a termos já mencionados; aquele para o referido em primeiro lugar e este para o referido por último. (Pedro e Paulo são alunos que se destacam na classe: este pela rapidez com que resolve os exercícios de Matemática; aquele pela criatividade em produção de textos).

Função sintática dos pronomes

Os pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos e interrogativos, quando são adjetivos, desempenham na oração a função de adjunto adnominal; quando são substantivos, desempenham na oração as funções próprias dos substantivos, ou seja, de sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc. Veja os exemplos:
Empreste-me seu caderno. Esqueci o meu em casa.
Adj. Adn. = Pron. Adj. / OD = Pron. Subst.

Ninguém imaginava quem era aquele ilustre visitante.
Suj. = Pron. Subst. / Suj. = pron. Subst. / Adj. and. = pron. Adj.

Função sintática dos pronomes relativos

Os pronomes relativos assumem um duplo papel no período: representam um antecedente e servem de elemento de subordinação na oração que iniciam. Por isso, sempre desempenham nas orações que iniciam uma função sintática, que pode ser de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal, adjunto adverbial, complemento nominal e agente da passiva.
Observe:

O remédio custa muito caro. Eu preciso do remédio. OI
O remédio de que preciso custa muito caro. OI

O pronome relativo cujo funciona geralmente como adjunto adnominal; e o relativo onde, como adjunto adverbial:

A família a cujo imóvel se referem mudou-se do Brasil. Adj. Adn.
A cidade onde nasci é muito calma e agradável. Adj. Adv.

PRONOMES I

Pronome


Os pronomes constituem a classe de palavras categoremáticas, ou seja, são palavras cujo significado é apenas categorial, sem representar nenhuma matéria extra-lingüística. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo, pois seu significado na frase ocorre de acordo com a situação ou outras palavras do contexto.
Assim, o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase, de acordo com a coesão textual, e por isto os pronomes são substantivos, adjetivos, ou adjuntos. Todavia, ao contrário dessas classes de palavras, o pronome não aceita sufixos aumentativos, diminutivos, e superlativos tais como ão, zão, inho, íssimo, etc, no que são semelhantes aos numerais.
Essencialmente, um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa), que funciona como um sintagma nominal completo.

A semântica caracteriza o pronome por indicar algo, caracteriza-o como dêixes;
dêixes quer dizer apontar para, pois se formos observar, o pronome atua na frase remetendo a algo dentro dela, ou em seu exterior, apontando e se referindo a outros elementos do contexto, situação, discurso.
O pronome (dêixes) divide-se primeiramente em três tipos, de acordo com essa idéia de referência, dêixes ad oculos, dêixes anafórica, dêixes catafórica. Todos estes tipos indicam a condição do pronome em relação aos falantes do discurso.
• Dêixes Ad Oculos: O dêixes ad Oculos é situacional, um pronome com dêixes situacional aponta para um elemento que está presente para o(s) falante(s).

É óbvio que isto é melhor que aquilo!

Na frase sugerida como exemplo, os pronomes substantivos isto e aquilo não se referem aparentemente a qualquer substântivo em específico, pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer, que estaria presente apenas na enunciação.
• Dêixes Anafórica: Um pronome com dêixes anafórica aponta para um elemento que foi dito ao longo da frase, e que pode ser encontrado através de coesão textual.

Fui professora durante minha juventude, mas já não o sou agora.

Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase, já citada anteriormente.
• Dêixes Catafórica: A dêixes catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso, ou mesmo que não presente dentro dele.

Farei-o, libertarei o Brasil do domínio português.

Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O , que é alvo da ação verbal, faz referência ao ato de libertar o Brasil, uma ação que é enunciada apenas após a aparição do pronome.
• Dêixes em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixes estabelecido por K. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixes, seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixes em Fantasma. A dêixes em fantasma aconteceria em uma conversa hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qual usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Embora tenha valor dentro de uma consideração psicológica, normativamente não há diferença real, é mais prático ter a Dêixes em Fantasma encaixada nas outras duas categorias.
É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam-se em vários tipos: pessoais, possessivos, demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o o caso), indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o o caso), interrogativos, e relativo. Alguns pronomes são:mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas
Pronome Substantivo e Pronome Adjetivo
Como já foi observado, um pronome aponta para algum elemento do enunciado, e localiza este elemento (objeto-substantivo) dentro do enunciado. Quando ele faz referência a um elemento que surge explicito no enunciado, é um pronome adjetivo ou adjunto; quando porém, ele faz referência a um elemento que não foi citado, e é encaixado no lugar dele, então caracteriza-se como pronome substantivo ou absoluto.

Pronome pessoal: Pessoais Retos e Pessoais Oblíquos
Os pronomes pessoais apontam sempre para as duas pessoas do enunciado (Eu, Tu, Nós, Vós) e para a terceira pessoa não inserida no enunciado, que alguns gramáticos chamam por isto de não-pessoa, e que é a terceira pessoa do plural e também do singular (Ele, Ela, Eles, Elas). Deve-se compreender que quando elas são chamadas assim, é por se referirem a elas no enunciado, mas não o construirem, participarem dele.
Os pronomes pessoais dividem-se em retos e oblíquos, os pronomes retos são Eu, Tu, Ele, Ela, Nós, Vós, Eles, Elas, e funcionam sujeito. É importante ver que cada pronome pessoal reto possui seus respectivos pronomes pessoais oblíquos, e por sua vez os pronomes pessoais oblíquos se dividirão em átonos (fracos) e tônicos (fortes), sendo que cada pronome tônico vem sempre atrelado a uma preposição.
Pronomes pessoais
Pessoa Pronome pessoal reto Pronome pessoal oblíquo
Átonos Tônicos
Singular1ª Eu me mim, comigo
2ª Tu te ti, contigo
3ª Ele, ela se, lhe, o, a si, consigo, ele, ela
Plural 1ª Nós nos nós, conosco
2ª Vós vos vós, convosco
3ª Eles, elas se, lhes, os, as eles, elas, si, consigo

A) Pronomes Pessoais Oblíquos Tônicos com preposições atreladas:
• Os nossos sonhos estão perdidos de nós mesmos.
• Os homens todos perdem quando dois deles brigam entre si.
• Sei o que cabe a mim fazer.

Pronome Oblíquo Reflexivo
Quando é usado o pronome oblíquo reflexivo, isto quer dizer que a ação da oração recai sobre o próprio sujeito que a praticou. Observando isto de forma mais técnica, a reflexividade é quase uma inversão da norma, por que com ela não há a transitividade verbal de um alvo A para um alvo B, o verbo é praticado por A e reflete sobre A.
• Eu me demorei escrevendo este artigo!
• Ele se matou hoje pela manhã.
• Eu não me vanglorio disso. (O 'me' poderia referir-se a que outro 'eu'?)
• Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
• Assim tu te prejudicas. (Mesma coisa com o 'te')
• Conhece-te a ti mesmo.
• Lavamo-nos no rio.
• Vós vos beneficiastes com a Boa Nova.

Pronome Oblíquo Recíproco
Trata-se de um pronome que transmite a idéia de que a ação praticada na oração ocorre entre os sujeitos dela simultaneamente, com reciprocidade; neste caso são utilizados os pronomes nos, vos, se.
• Nós nos ajudamos para editar o artigo.
• Eles se entenderam depois da briga.
• Elas se abraçaram como verdadeiras amigas!

Pronomes em Formas de Tratamento
Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento ou formas pronominais de tratamento, que são formas substantivas de tratamento indireto, e se referem à segunda pessoa do discurso, mas sua concordância é feita em terceira pessoa. São palavras ou expressões que substituem o pronome pessoal no discurso. O pronome de tratamento é uma maneira de se referir ou tratar com uma pessoa utilizando-se de seus atributos ou com referência a posição familiar, profissional, religiosa, social, etc que ocupam.
• Vossa eminência. (cardeais)
• Vossa Onipotência ( para Deus)
• Vossa reverendíssima (sacerdotes)
• Vossa Majestade (reis, imperadores)
• Vossa Alteza (príncipes, Duques)
Nota: No Brasil, costuma-se usar o pronome 'si' também com sentido reflexivo, contudo o mesmo não ocorre em Portugal. Portanto, uma oração como "Ela falou de si" seria genéricamente entendida no Brasil como "de si mesma" enquanto em Portugal como "de outrem". O mesmo vale para 'consigo': "Antônio conversou consigo mesmo".
Nota: A gente: utilizar o substantivo gente associado ao artigo definito A remetendo a um grupo de pessoas (Eu + Tu, Eu + Nós, Eu + Eles, etc) é caracterizado como pronome de língua informal e sua conjugação se faz com verbo na terceira pessoa do singular.
Nota: Você: é um pronome de uso coloquial popularizado; tem como origem o pronome de tratamento Vossa Mercê, hoje em desuso assim como vós, embora com uso de Tu, sua conjugação se faz pela terceira pessoa do singular; já a forma plural ‘vocês’ tem conjugação pela terceira pessoal do plural.

Pronome Possessivo
São aqueles que se referem às três pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor.

Pronomes possessivos
Pessoa Singular Plural
Masc. Fem. Masc. Fem.
Singular1ª meu minha meus minhas
2ª teu tua teus tuas
3ª seu sua seus suas
Plural 1ª nosso nossa nossos nossas
2ª vosso vossa vossos vossas
3ª seu sua seus suas

Pronome Possessivo Adjetivo
Como já foi observado, o pronome possessivo atribui posse à alguma das pessoas do discurso; quando o pronome possessivo é empregado ele pode estar se refereindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido, ou a um objeto que sequer foi citado.
Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado, atribuindo sua posse a um sujeito, ele tem função ADJETIVA ou de ADJUNTO.
• O MEU coturno é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo coturno, já citado.

Pronome Possessivo Substantivo
Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado, ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase, e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto.
• O MEU é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão em lugar dele.

Pronome Indefinido
São aqueles que se referem a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo, ou em quantidade, indeterminada. Um pronome indefinido pode ser variável ou invariável:

Pronomes Indefinidos Substantivos (Invariáveis)
- Os invariáveis não se alteram com desinências para ter concordância verbal, serão sempre os mesmos independente de contexto masculino, feminino, plural, ou singular; e por isso também atuarão como pronomes substantivos:

Pronomes Indefinidos Substantivos
Alguém, Ninguém, Tudo, Nada, Algo, Outrem
Pronomes Indefinidos Adjetivos (Variáveis)
Os variáveis são aqueles que se alteraram para concordar com seu contexto, e terão função adjetiva.

Pronomes Indefinidos Adjetivos
Todo, toda, um, uma, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito,
muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer, cada
Nota: Cada: embora seja pronome indefinido adjetivo, é o único que não é variável.
Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto, bem como sua classificação.
• "Certos objetos chegam na hora certa."
A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável, porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro.

Pronome Demonstrativo
São aqueles que indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso), no tempo ou dentro do próprio texto (coesão textual). Essa classe pronominal possui as seguintes relações com as pessoas do discurso:
• primeira pessoa: este, esta, estes, estas, isto.
Indicam algo próximo à primeira pessoa, de acontecimento quase simultâneo ou que será citado mais adiante no texto.
• segunda pessoa: esse, essa, esses, essas, isso.
Indicam algo próximo à segunda pessoa, que aconteceu há pouco tempo ou que foi citado anteriormente no texto.
• terceira pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Indicam algo próximo à terceira pessoa, que aconteceu há muito tempo ou com algo que vem antes em uma enumeração de coisas.
Os pronomes "isto", "isso" e "aquilo" são classificados geralmente como demonstrativos, mas funcionam como pronomes pessoais de terceira pessoa, representantes do gênero neutro.

Outros pronomes demonstrativos
mesmo, mesma, mesmos, mesmas: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
próprio, própria, próprios, próprias: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
semelhante, semelhantes; são demonstrativos quando equivalerem a "tal" ou "tais";
tal, tais;é pronome demonstrativo quando equivale a este,esse,isso etc.
o, a, os, as: quando puderem ser substituídos por "isto", "isso", "aquilo" e variações.

Pronome Relativo
O pronome relativo é em geral um pronome de dêixes anafórica, ou seja, um pronome de retorno que está apontando para algo que já foi citado, para um elemento anterior. Afora isto, o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais, esse com dêixes anafórica, e ainda o de transpositor de oração.
• Bloquearam a página para edição, a qual ficou incompleta. (pronome relativo a qual)
• Ela me mostrou uma página de usuário que eu gostei! (pronome relativo que)

Pronomes Relativos
qual, o qual, a qual os quais, as quais, cujo, cuja, cujos cujas,
Que quanto, quantas, quantos, onde
A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra, e então quando isto ocorre uma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado.
• Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos.
Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos.
Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados, e é precedido de preposição.
• Ele foi o wikipedista de quem mais se falou.

Pronome Interrogativo
Os pronomes interrogativos consistem em pronomes relativos (quem, que, qual quanto e variações) com referência à pessoas e coisas, e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas.
• Quem editou este artigo?
• Que bloqueio, senhor administrador?
• Que editaste?
• Qual administrador editou?
• Qual foi feito?
• Quantos eram?
• Quantos artigos editou?
• Quem fez este serviço?
Quem: Em linhas gerais faz referência indivíduos, e é um pronome substantivo.
Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas, ou indicador de seleção como no quarto exemplo, e é um pronome substantivo e adjetivo.
Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação, selecionar, e é pronome adjetivo.
Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que;
Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso absoluto.
Atenção!
O uso de classificação pronominal requer muita atenção, posto que alguns pronomes variam de classificação de acordo com sua posição na frase, como foi mostrado; e não obstante isto, MUITAS outras palavras, não citadas acima, tem valor pronominal quando empregadas em certos contextos. Há muitos erros comuns no que tange à classificação pronominal.
• O pronome O, quando empregado sem valor demonstrativo, e antecedendo um substantivo explicito ou oculto, perde de imediato seu caráter de pronome, e é considerado artigo definido!
• O, os, a, as que surgem atrelados a vários pronomes como os relativos, que surgem muitas vezes precedidos deles, são meras PREPOSIÇÕES, fora de tal situação em geral são artigos definidos!
• Os pronomes indefinidos quantitativos podem ser frequentemente confundidos com adjuntos adverbiais.
Ele sabia muito sobre a wikipedia. (adjunto adverbial).
Muito já fiz. (pronome)
Pronomes em outros idiomas
• Nas línguas indo-européias, os pronomes formam uma classe gramatical presente em todos os idiomas, embora com algumas variações.
• Nas línguas urálicas, não existem pronomes pessoais nem possessivos. Apenas a flexão do verbo é suficiente para determinar a pessoa e a posse é designada pelo caso genitivo, que assume uma forma diferente para cada pessoa.
• Em espanhol há um pronome de terceira pessoa para indicar o gênero neutro ("ello").
• Em latim não há pronome pessoal de terceira pessoa, sendo substituídos por pronomes demonstrativos.
• Em inglês, todos os pronomes são declinados em caso (nominativo, acusativo e possessivo). Os pronomes demonstrativos não se flexionam em gênero.
• Na maioria das línguas indo-européias, assim como em japonês, pode existir mais de um pronome de segunda pessoa, chamados "pronomes de tratamento", dependendo do grau de proximidade e respeito a que se dedica ao interlocutor.
• Em espanhol europeu existem os pronomes "tú" e "usted" (singular), "vosotros" e "ustedes" (plural).
• Em inglês o pronome "you" é de uso genérico, mas raramente, em ocasiões solenes, usam-se os pronomes "thou" (singular) e "ye" (plural), com os respectivos oblíquos "thee" e "you" e possessivos "thy/thine" e "your/yours".
• Em francês são usados os pronomes "tu" e "vous".
• Em japonês os pronomes de primeira pessoa variam de acordo com o sexo do falante e de acordo com a circunstância em que é usado, além de os pronomes de tratamento serem diferentes inclusive para pessoas próximas (quando se dirige a um filho, ao marido, ao chefe, a um subordinado, a um amigo, etc.). O pronome "atashi" significa "eu" quando é uma mulher que fala, enquanto "boku" significa "eu" quando é dito por um homem. Os pronomes "watashi" e "watakushi" são usados por ambos, em circunstâncias formais.
• Em alemão, o pronome pessoal "Sie" (maiúsculo) significa: "o senhor", "a senhora", "os senhores", "as senhoras", mas "sie" (minúsculo) significa: "ela", "elas", "eles"
• Em sueco há quatro gêneros de pronomes pessoais para terceira pessoa no singular: masculino, feminino, comum e neutro. O gênero comum serve para designar animais e plantas, e o gênero neutro serve para designar objetos inânimados.
• Em basco há um pronome de segunda pessoa neutro ("zu") e um pronome de segunda pessoa não formal mas familiar ("hira").

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CRASE
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina
à artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:

I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)

II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)

3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.




CRASE FACULTATIVA
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
CASOS PARTICULARES
1. Casa
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.
Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola

PRONOME RELATIVO

PRONOME RELATIVO PRECEDIDO DE PREPOSIÇÃO

Trata-se do uso do pronome relativo QUE . Em certos casos ele deve ser acompanhado da preposição EM ,
como no caso da letra da música “GOSTAVA TANTO DE VOCÊ” (Edson Trindade). Tim Maia canta:

“...Pensei até em me mudar, lugar qualquer que não exista o pensamento em você ...”.
Leila Pinheiro corrige e canta:
“... lugar qualquer em que não exista o pensamento em você ...” Leila Pinheiro tem razão. Afinal,, se esse pensamento
existe em algum lugar, o correto seria dizer “lugar qualquer em que não exista o pensamento em você”. Trata-se do emprego da preposição com o pronome relativo “que”.

Na linguagem do dia-a-dia essa preposição desaparece. É comum as pessoas dizerem “A empresa que eu trabalho”. Se eu trabalho em algum lugar, deverei dizer “A empresa em que trabalho”.

PRONOME RELATIVO E REGÊNCIA

Há pouco tempo foi exibido na televisão um anúncio cujo texto dizia: “... a marca que o mundo confia.”
Acontece que, “quem confia, confia em”. Logo, o correto seria dizer: “... a marca em que o mundo confia.”

As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os países que eu fui”, “A comida que eu mais gosto”. O correto seria dizer “A
rua em que moro”, “Os países a que fui”, “A comida de que mais gosto”.

O problema também está presente em uma letra da dupla Roberto e Erasmo Carlos, “Emoções”.

“... são tantas já vividas são momentos que eu não me esqueci...”
Se eu me esqueci, eu me esqueci de Quem esquece, esquece algo Quem se esquece, esquece-se de algo Logo, o correto seria “são momentos de que não
me esqueci.”

Pode-se, também, eliminar a preposição de e o pronome me. Ficaria “são momentos que eu não esqueci”
Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava: “A gente nunca esquece do aniversário de um
amigo..”
O correto seria: “A gente nunca esquece o aniversário de um amigo” ou “A gente nunca se esquece do aniversário de
um amigo.”

Vale o mesmo esquema para o verbo lembrar.
Quem lembra, lembra algo Quem se lembra, lembra-se de algo Ex: Eu não lembro o seu nome.
Eu não me lembro do seu nome.
Como você pode notar, esses erros de regência são muito comuns. É necessário redobrar a atenção para não cometê-los mais
ORAÇÃO COORDENADA

Oração que não apresenta conjunção que a ligue à oração anterior.
Exemplo :” Pela manhã bebi o café enjoativo, comi um pedaço de pão sem manteiga.”

Oração Coordenada Sindética Aditiva

Exprime noção de acréscimo, adição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, que, etc.
Exemplo :”Não li suas cartas, nem mexi no seu lixo.”

Oração Coordenada Sindética Adversativa

Exprime idéia de oposição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, etc.
Exemplo: ¨ Quero comprar uma jaqueta, mas não tenho dinheiro . ¨

Oração Coordenada Sindética Alternativa

Expressa fatos que se alternam entre si.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas alternativas: ou, ora, etc.
Exemplo :¨ Ora como comida congelada, ora faço sanduíche .¨

Oração Coordenada Sindética Conclusiva

Exprime uma idéia de conclusão.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas conclusivas: logo, portanto, pois(posposto ao verbo), por isso.
Exemplo :¨ Bem dizia Descartes : Penso, logo existo ¨ .

Oração Coordenada Sindética Explicativa

Explica o motivo da declaração feita na oração anterior. Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas explicativas: que, porque, porquanto, pois(anteposto ao verbo).
Exemplo :¨ Não volte muito tarde, porque seu pai precisa de você .¨

Observações:
As orações coordenadas sindéticas explicativas não podem ser confundidas com as subordinadas adverbiais causais: estas exprimem a causa de um fato, aquelas dão o motivo, a explicação da declaração anterior. Exemplos:
João está triste porque perdeu o emprego. Oração adverbial causal.

A criança devia estar doente, porque chorava muito. Oração coordenada sindética explicativa. Note-se também que há pausa(vírgula) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial.
As orações coordenadas são autonômas quanto à estrutura sintática, mas inter-relacionadas, interdependentes, quanto ao sentido.

Pontuação nas Orações Coordenadas

• Emprega-se a vírgula para separar as orações coordenadas assindéticas e as sindéticas com exceção das introduzidas pela conjunção e.
• Orações coordenadas sindéticas podem vir separadas por vírgula acompanhadas da conjunção e quando possuírem sujeitos diferentes e quando a conjunção vier reiterada.
VOCATIVO

• Matérias
Vocativo
Vocativo é a expressão usada para fazer um apelo ou para invocar, no discurso direto, um interlocutor um ouvinte real ou imaginário.

O vocativo, não está subordinado a nenhum termo da oração, somente se refere a um interlocutor.
Não faz parte do sujeito nem do predicado.

O vocativo sempre vem separado dos outros termos da oração por vírgula.

Muitos vocativos aparecem antecedidos por interjeições como ó, ei, olá, alô etc.

Ei, vem aqui!!
Ó meu Deus, o que vamos fazer agora?
Querida Amiga, estou com saudades!

NUMERAL

Numeral
É a palavra que indica a quantidade de elementos em uma pronunciação.

O Numeral exprime número de ordem, múltiplo ou fração. Os numerais classificam-se em:

a) cardinais: indicam quantidade: um, dois, três, quatro, cinco…

- Na minha casa tem três carros na garagem.

b) ordinais: indicam ordem de sucessão: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto…

- No campeonato de handboll, meu time ficou em quinto lugar.

c) multiplicativos: indicam multiplicação: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo…

- Minha irmã tem o dobro da minha idade.

d) fracionários: indicam divisão, fração: meio, metade, um terço, um quarto…

- Já comeram a metade do bolo.

e) coletivos: indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto: dúzia, milheiro, milhar, dezena, centena, par, década.

- Já faz mais uma década que eu fiz quinze anos.

EMPREGO DOS NUMERAIS
Na designação de séculos, papas, reis, príncipes, imperadores, capítulos, utiliza-se números romanos, na leitura utiliza-se os ordinais até o décimo, e depois, utiliza-se os cardinais. Se o numeral preceder um substantivo será lido como ordinal.

Por exemplo:
João Paulo II (segundo)
D.Pedro I (primeiro)

Na designação de leis, decretos e portarias utilizam-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.

Por exemplo:
Artigo 3.º (terceiro)
Artigo 13 (treze)

Na designação dos dias utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:

Por exemplo:
Dia primeiro de outubro
Dia doze de setembro

Ambos e ambas são pronomes indefinidos com uso exclusivo no plural. Correspondem ao número cardinal dois.

Por exemplo:
Ambos os alunos estavam fora da sala.
Ricardo e Vanessa vão ao show. Ambos adoram se divertir.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Verbo
Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado, que pode ser predicado verbal, nominal ou verbo-nominal. O verbo pode designar ação, estado ou fenômeno da natureza.
Classificação
Os verbos admitem vários tipos de classificação, que englobam aspectos tanto semânticos quanto morfológicos. Podem ser divididos da seguinte forma:
Quanto à semântica
• Verbos transitivos: Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo um ou mais objetos na ação. Podem ser transitivos diretos que não possuem sentido completo,logo ele necessita de um complemento,sendo este complemento chamado de objeto direto.E verbo transitivo indireto-Que também não possue sentido completo e necessita de um objeto indireto,que necessariamente exigem uma preposição antes do objeto. Exemplos: dar,comer, fazer, vender, escrever, amar etc.
• Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Exemplos: andar, existir, nadar, voar etc.
• Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e, portanto, não têm sujeito nem objeto na oração. Exemplos: chover, anoitecer, nevar, haver (no sentido de existência) etc. Todo verbo impessoal é também intransitivo.
• Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações; apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. Exemplos: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, andar, tornar-se, ficar, viver, virar etc.
Quanto à conjugação
• Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar, cortar, relatar, etc.
• Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber, conter, poder etc. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o), com seus compostos, também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste, puseste), decorrente de sua antiga forma latina poer.
• Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir, fugir, iludir, cair, colorir, etc ==
Quanto à morfologia
• Verbos regulares: Flexionam sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: amar, vender, partir, etc.
• Verbos irregulares: Sofrem algumas modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: resfolegar, caber, medir ("eu resfolgo", "eu caibo", "eu meço", e não "eu resfolego", "eu cabo", "eu medo").
• Verbos anômalos: Verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplos: ir, ser, ter ("eu vou", "ele foi"; "eu sou", "tu és", "ele tinha", "eu tivesse", e não "eu io", "ele iu", "eu sejo", "tu sês", "ele tia", "eu tesse"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo.
• Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. Exemplo: precaver - não existe a forma "precavenha".
• Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo.
Flexão
Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:
• Número: singular e plural.
• Pessoa: primeira (transmissor), segunda (receptor), terceira (mensagem).
• Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).
• Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Voz: ativa, passiva (analítica ou sintética), reflexiva.
Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase.
Ex : Os alunos resolveram todas questões.
Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase.
Ex : Todas questões foram resovidas pelos alunos.
Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação.
Ex: Ana se cortou.

Modo e tempo verbal
Modos e tempos verbais são dois tipos de flexão (variação, mudança) que os verbos apresentam, a fim de dar uma maior clareza quanto ao momento e formas da ação, estado ou fenômeno natural.
Na língua portuguesa, o Verbo pode sofrer as flexões de:
• modo e tempo;
• número - singular e plural; e
• pessoa - primeira (eu; nós), segunda (tu, vós) e terceira (ele(a), eles(as) e você(s))
Modos verbais
As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. Assim:
• uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu, que acontece ou que acontecerá, é característica do Modo Indicativo. Exemplos:
o Ele trabalhou ontem.
o Ela está em casa.
o Nós iremos amanhã.
• uma atitude que revela uma incerteza, uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). Exemplos:
o Se eu trabalhasse, ...
o Quando eu partir, ...
• uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Exemplo:
o Faça isto, agora!
Com relação ao Tempo, podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes:
1. No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
2. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
3. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Neste contexto, a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e Tempos:
Modo Indicativo
Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real, certa, positiva.
Presente do Indicativo
Expressa o fato no momento em que se fala.
• O aluno lê um poema.
• Posso afirmar que meus valores mudaram.
• Um aluno dorme.
Pretérito Imperfeito
Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala, mas que durou um tempo no passado, ou ainda, um fato habitual,diário. Por isto, chama-se este tempo verbal de pretérito imperfeito, pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado.
Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar:
• um fato passado contínuo, permanente ou habitual, ou casual.
o Eles vendiam sempre fiado.
o "Uma noite, eu me lembro... ela dormia"
Numa rede encostada molemente (Castro Alves, Adormecida).
o Ela vendia flores
o "Glória usava no peito um broche com um medalhão de duas faces." (Raquel de Queirós, As Três Marias).
• um fato passado, mas de incerta localização no tempo:
o Era uma vez, ...
• um fato presente em relação a outro passado, indicando a simultaneidade de ambos os fatos:
o Eu lia quando ela chegou.
o "Nessa mesma noite, leu-lhe o artigo em que advertia o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder." (poema de Quincas Borba).
Pretérito Perfeito
Indica um fato já ocorrido, concluído. Daí o nome: Pretérito Perfeito; referindo-se a um fato que se situa perfeitamente no passado. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar:
• um fato já ocorrido ou concluído:
o "Trocaram beijos ao luar tranqüilo." (Augusto Gil, Luar de Janeiro)
o "Andei longe terras,
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras,
Dos vis Aimorés." (Gonçalves Dias, I-Juca-Pirama).
o Posso afirmar que meus valores mudaram.
o "Apanhou o rifle, saiu ao meio da trilha e detonou."(Coelho Neto, Banzo).
• Na forma composta, é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente; através da locução verbal, na qual se usa o particípio.
o Tenho estudado todas as noites.
o "Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo." (Fernando Pessoa, Poema em Linha Reta - caio)
Pretérito Mais-Que-Perfeito
Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado, algo que aconteceu antes de outro fato também passado).
O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas simples e composta, sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda, na fala coloquial.
• Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito simples:
o Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera.
o "Levava comigo um retrato de Maria Cora; alcançara-o dela mesma ... com uma pequena dedicatória cerimoniosa." (Machado de Assis, Relíquias de Casa)
o Morava .. no arraial de São Gonçalo da Ponte, cuja ponte o rio levara, deixando dela somente os pilares de alvenaria." (Gustavo Barroso, O Sertão e o Mundo)
• Exemplos de usos do pretérito mais que perfeito composto:
o Quando eu cheguei, ela já tinha saído.
o Tinha chovido muito naquela noite.
Te dou meu coração, quisera dar o mundo
Futuro do presente composto
Este tempo só existe na forma composta. Assinala um fato posterior ao tempo atual, mas anterior a outro fato futuro.
Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem, eu terei me aposentado".
Futuro do Presente
Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala.
• Se eleito, lutarei pelos menores carentes.
• "... era Vadinho, herói indiscutível, jamais outro virá tão íntimo das estrelas, dos dados e das prostitutas, ... " (Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos)
• "A qual escolherei, se, neste estado,
Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto, Jôninha e Nice).
Exemplos de futuro composto:
• Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve.
Futuro do Pretérito / Condicional
Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar:
• Um fato futuro em relação a outro no passado
o "Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria. (Álvares Azevedo, Se Eu Morresse Amanhã).
o "Ia levar homens para o quarto. Como era boa de cama, pagar-lhe-iam muito bem." (Clarice Lispector, A Via-Crúcis do Corpo)
• Uma ironia ou um pedido de cortesia:
o Daria para fazer silêncio!
o Poderia fazer o favor de sair!?
Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo)
Revela um fato duvidoso, incerto.
Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar:
• um fato presente, mas duvidoso ou incerto.
o Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos.
o Talvez ele saiba sobre o que está falando.
• um facto futuro, mas duvidoso ou incerto
o Talvez eles venham amanhã.
• um desejo ou uma vontade
o Espero que eles façam o serviço correctamente.
o Se choro... bebe o meu pranto a areia ardente;
talvez... p'ra que meu pranto, ó Deus clemente!
Não descubras no chão... (Castro Alves, Vozes d'África)
o Espero que tragam-me o dinheiro
Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar:
• uma hipótese ou uma condição numa ação passada, mas posterior e dependente de outra ação passada.
o "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila ..." (Coelho Neto, Sertão)
o "Como fizesse bom tempo, as senhoras combinaram em tomar o café na chácara." (Aluísio Azevedo, Casa de Pensão)
o "Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje vencido, como se estivesse para morrer." (Fernando Pessoa, Tabacaria - Álvaro de Campos)
• uma condição contrafactual, ou seja, que não se verifica na realidade, que teria uma certa consequência; pode se referir ao passado, ao presente ou ao futuro.
o Se ele estivesse aqui ontem, poderia ter ajudado.
o Se ele estivesse aqui agora, poderia ajudar.
o Se ele viesse amanhã, poderia ajudar.
Futuro
Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro, uma ação vindoura, mas condicional a outra ação também futura.
• Quando eu voltar, saberei o que fazer.
• Quando os sinos badalarem nove horas, voltarei para casa.
Também pode indicar uma condição incerta, presente ou futura.
• Se ele estiver lá amanhã, certamente ela também estará.
Futuro Composto
Emprega-se para exprimir uma possibilidade incerta, num tempo passado, ou num tempo passado em relação a um tempo futuro.
• Se ela tiver chegado a tempo ontem, terá sido ótimo
• Ao final das provas, se ele tiver sido aprovado, pararão de falar mal dele.
Pretérito Perfeito
Emprega o passado com relação a um futuro certo.
• Caso eu tenha sido escolhido, ficarei muito feliz.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto
Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter, haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não tivesse trabalhado tanto.
Eu teria viajado se não tivesse chovido
Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. A frase Se eu estudasse, aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido
Imperativo
Exprime uma atitude de solicitação, mando. É formado por afirmativo e negativo.
Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu), pois não podemos mandar em nós mesmos. Uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Exemplo: Faça isto, agora! Com relação ao Tempo, podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes:
• No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
• No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
• No futuro: significa que o facto ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Neste contexto, a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo
Exemplo
•
o Parcele sua compra!
o Faça sua tarefa!
o Lave a louça!
o Escove os dentes!
o Compre aqui e ganhe um brinde!
Gerúndio
Uma ação que está acontecendo. No português, é terminado por "ando", "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados, terminado em "ondo"). Exemplos: "Eu estou falando contigo"; "Nós estamos correndo em círculos!"; "Eles estão indo para a escola."; "Estou pondo novas informações neste artigo".

Formas nominais do verbo
São três as formas nominais do verbo, que não apresentam flexão de tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. Por serem tomadas como nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), recebem o nome de formas nominais.
As três formas são:
• Infinitivo: indica a ação propriamente dita, sem situá-la no tempo, desempenhando função semelhante a substantivo.
É preciso aumentar o número de verbetes.
O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal.
É melhor estudarmos agora. (infinitivo pessoal, com sujeito nós implícito).
Viver aqui é muito bom. (infinitivo impessoal)
• Particípio: indica uma ação já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou advérbio.
Finalizado o wikiconcurso, os ganhadores serão notificados.
O particípio é reconhecido pelas terminações ado,ido. Exemplo:acabado,finalizado,vivido. Contradições: feito(fazido-errado),escrito (escrevido-errado), coberto(cobrido-errado).
• Gerúndio: indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio.
Estou finalizando os exemplos deste verbete. (tempo composto)
Fazendo teu trabalho antecipadamente, não terás preocupações. (gerúndio sozinho com função de advérbio).
O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo. Exemplo: andando, comendo, rindo.
• Supino: Em gramática, supino é uma forma verbo-nominal usada em alguns idiomas. No português o supino é usado com a preposição para mais um verbo.
EX.:ela entristeceu-se|nom-ela ficou triste
Verbos em outros idiomas
• As línguas românicas, como o português, são algumas das que mais possuem flexões de verbos. Todas elas, bem como o latim, têm flexões em todos os tempos, modos e pessoas. O português, entretanto, tem a peculiaridade de ter um infinitivo pessoal e um infinitivo impessoal.
• Nas línguas germânicas, quase sempre o infinitivo é representado por uma preposição: "to" em inglês ou "att" em sueco. Sem a preposição, o verbo representa o imperativo. O tempo futuro é sempre representado por um verbo auxiliar. Não há flexão de modo.
• Nas línguas escandinavas não há flexão de pessoa, a mesma forma verbal de um tempo vale para todas as pessoas.
• Em finlandês o verbo dispensa o pronome, tendo apenas a flexão.
• Em húngaro e em alemão existem as flexões de tempo e de aspecto. Há apenas um tempo presente e passado simples e o aspecto é designado por prefixos. Vale notar que um mesmo prefixo pode ter significados diferentes dependendo do verbo. A flexão de aspecto designa a circunstância em que se passa a ação.
• Em latim o verbo se flexiona em tempo (presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), pessoa e voz (ativa e passiva). Há quatro formas nominais: o infinitivo, o gerúndio, o particípio e o supino. As três primeiras têm tempo presente, passado e futuro. O supino é invariável.
• Em japonês os verbos não variam conforme pessoa e número; no entanto, são flexionados de acordo com estilo (comum e polido), tempo (passado e não-passado), e modo (são vários: indicativo, gerundivo, passivo, potencial, causativo, condicional, imperativo, desiderativo, volitivo) - as flexões contendo uma forma afirmativa e uma forma negativa.[1]
• Em coreano os verbos são palavras invariáveis. O tempo e o modo são representados por advérbios, e a pessoa é representada por pronomes.
• Em mandarim a forma interrogativa dos verbos é formada por uma estrutura gramatical formada pelo verbo, a palavra "bù" (不) - que significa "não" - e o verbo repetido. Como se se perguntasse "fazer ou não fazer?".

CONCORDÂNCIA VERBAL

Concordância Verbal

Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.Ex.: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser./ Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

Casos de concordância verbal:

1) Sujeito simples

Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.Ex.: Nós vamos ao cinema.O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).

Casos especiais:
a) O sujeito é um coletivo- o verbo fica no singular.Ex.:A multidão gritou pelo rádio.
Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram.
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.
c) O sujeito é um pronome de tratamento- o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.
d) O sujeito é o pronome relativo que – o verbo concorda com o antecedente do pronome.Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.
e) O sujeito é o pronome relativo quem- o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.
f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de ..., quantos de ..., etc.- o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis?
Dicas:
Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular o verbo concorda com eles em pessoa e número.Ex.: Qual de vós me punirá.
g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural- se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.
h) O sujeito é formado pelas expressões mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda com o numeral.Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não compareceram à aula.
i) O sujeito é constituído pelas expressões a maioria, a maior parte, grande parte, etc.- o verbo poderá ser usado no singular ( concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram.
j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo)- o verbo poderá ser usado no singular ou plural se este vier afastado do substantivo.Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa.

2) Sujeito composto

Regra geral: o verbo vai para o plural.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

Casos especiais:
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes- o verbo ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos ( 1ª pessoa plural) amigos.O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis ( 2ª pessoa do plural) amigos.O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
Atenção:
No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa.Ex.: Tu e ele se tornarão amigos.(3ª pessoa do plural)
Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.Ex.: Irei eu e minhas amigas.
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por e - o verbo concordará com os dois núcleos.Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.
Atenção:
Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa).Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.
d) Quando há gradação entre os núcleos- o verbo pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo.Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém... - o verbo concorda com o aposto resumidor.Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.
f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões um e outro, nem um nem outro...- o verbo poderá ficar no singular ou no plural.Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.
g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou- o verbo irá para o singular quando a idéia for de exclusão e plural quando for de inclusão.Ex.: Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição, inclusão)
h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas (tanto...como/ assim...como/ não só...mas também, etc.) - o mais comum é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável se os núcleos estiverem no singular.Ex.: Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São Paulo./ Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São Paulo.

Outros casos:
1) Partícula SE:
a- Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto) concordará com o sujeito passivo.Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo indireto) ficará obrigatoriamente no singular.Ex.: Precisa-se de secretárias.Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito, ficarão sempre na 3ª pessoa do singular.Ex.: Havia sérios problemas na cidade.Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.Deve haver sérios problemas na cidade.Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.
Dicas:
Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.O verbo existir não é impessoal. Veja:Existem sérios problemas na cidade.Devem existir sérios problemas na cidade

3) Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas, têm sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...) e com ele devem concordar. Ex.: O relógio deu duas horas.Deram duas horas no relógio da estação.Deu uma hora no relógio da estação.O sino da igreja bateu cinco badaladas.Bateram cinco badaladas no sino da igreja.Soaram dez badaladas no relógio da escola.

4) Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.Ex.: Ainda falta/ dar os últimos retoques na pintura.

5) Concordância com o infinitivo
a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração: - não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono.Ex.: Esperei-as chegar.- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).Ex.: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os alunos.- flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo.Ex.: Esperei saírem todos.
b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de gerúndio.Ex.: Passamos horas a comentar o filme.(comentando)- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração principal.Ex.: Antes de (tu)responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu )responderes, (tu) lerás o texto.- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e está indicado por algum termo do contexto.Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de contestarmos.- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal- não se flexiona o infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal quando devida à ordem dos termos da oração sua ligação com o verbo auxiliar for nítida.Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.- é facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.Ex.: Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e reclamar dela./Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e reclamarmos dela.

6) Concordância com o verbo ser:
a- Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo.Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.
Dicas:
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.Ex.: Aquilo é sonhos vãos.
b- O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.Ex.: Que são gametas?/ Quem foram os escolhidos?
c- Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a concordância será com a expressão numéricaEx.: São nove horas./ É uma hora.
Dicas:
Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias pois subentende-se a palavra dia.Ex.: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia) 24 de outubro.
d- Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome.Ex.: Aqui o presidente sou eu.
Dicas:
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito da oração.Ex.: Eu não sou tu
e- Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.Ex.: O menino era as esperanças da família.
f- Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos de junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.Ex.: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros é muito.
g- Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessário, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito posposto.Ex.: É necessário aqueles materiais./ São necessários aqueles materiais.
h- Na expressão é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.Ex.: Eles é que sempre chegam atrasados./ São eles que sempre chegam atrasados.