Eu ou mim?
Os pronomes pessoais eu e tu desempenham a função de sujeito, enquanto os oblíquos tônicos mim e ti desempenham outras funções.
Os pronomes pessoais retos eu e tu (somente esses) não podem , na variedade padrão, vir regidos de preposição e desempenhar a função de complemento.
Os pronomes pessoais oblíquos – mim e ti –, quando regidos de preposição, desempenham a função de complemento.
Ex.: Não há mais nada entre mim e você. Adj. Adv.
Os alunos trouxeram flores para ti. OI
Conosco ou com nós? Consigo ou...?
Na variedade padrão, os pronomes oblíquos si e cnsigo só podem ser empregados como reflexivos na 3ª pessoa:
Exs.:
Vaidosa, ela só falava de si mesma.
O professor trouxe as avaliações consigo.
Os demais, comigo, contigo, conosco, convosco, são utilizados normalmente.
Ex.:
Ela simpatizou comigo/conosco.
O emprego de com vós e com nós é admitido quando estes forem reforçados por outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou qualquer numeral.
Ex.:
Ele já discutiu com nós ambos/com nós dois.
Função sintática dos pronomes pessoais
Conforme você deve ter observado, os pronomes pessoais:
1º são sempre pronomes substantivados;
2º para distingui-los e empregá-los, é necessário saber que função sintática desempenham na oração.
Assim:
• Os pronomes retos empregam-se como sujeito e predicativo do sujeito:
Eu sou eu, ora. (predicativo do sujeito)
• Os pronomes oblíquos (átonos e tônicos) geralmente exercem na frase a função de objeto direto ou indireto.
Os átonos de 3ª pessoa o, a, os, as funcionam como objeto direto; lhe, lhes, como objeto indireto; os demais, me, te, se, nos, vos, podem ser objeto direto ou indireto, dependendo da predicação do verbo que completam.
Exs.:
Convidou-me/os a sair. OD
Emprestaram-me/lhe os livros. OI
Os tônicos são sempre precedidos de preposição. Por isso, sua função sintática só pode ser determinada pela predicação do verbo ou do nome ao qual servem de complemento.
Exs.:
Carolina é fiel a ele. CN
O trabalho foi feito por mim. Agente da passiva
Em muitos casos, o pronome oblíquo pode equivaler a um pronome possessivo, situação em que exerce a função de adjunto adnominal.
Exs.:
Rasgaram-me o livro. Adj. Adn.
Rasgaram o meu livro. Adj. Adn.
Utilização dos pronomes demonstrativos
Em relação ao espaço:
• Este(s), esta(s) e isto indicam o que está perto da pessoa que fala. (Este relógio de bolso que estou usando pertence ao meu avô).
• Esse(s), essa(s) e isso indicam o que está perto da pessoa com quem se fala. (Mamãe, passe-me, por favor, essa revista que está perto de você).
• Aquele(s), aquela(s) e aquilo indicam o que está distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com quem se fala. (Olhem aquela casa. É um exemplo da arquitetura colonial brasileira).
Em relação ao tempo:
• Este(s), esta(s) e isto indicam o tempo presente em relação à pessoa que fala. (Esta tarde irei ao supermercado fazer a compra do mês).
• Esse(s), essa(s) e isso indicam o tempo passado, mas relativamente próximo à época em que se situa a pessoa que fala. (Essa noite dormi mal; tive pesadelos horríveis).
• Aquele(s), aquela(s) e aquilo indicam um afastamento no tempo, referido de modo vago ou como tempo remoto. (Naquele tempo, os filhos das classes abastadas iam estudar em Portugal)
Em relação ao falado ou escrito ou ao que se vai falar ou escrever
• Este(s), esta(s) e isto são empregados quando se quer fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se vai falar. (São estes os assuntos da reunião: informes gerais, discussão do uso das quadras nos intervalos entre as aulas, abertura da cantina aos domingos).
• Esse(s), essa(s) e isso são empregados quando se quer fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou. (Sua participação nas olimpíadas de matemática, isso é o que mais desejamos agora).
• Este e aquele são empregados quando se faz referência a termos já mencionados; aquele para o referido em primeiro lugar e este para o referido por último. (Pedro e Paulo são alunos que se destacam na classe: este pela rapidez com que resolve os exercícios de Matemática; aquele pela criatividade em produção de textos).
Função sintática dos pronomes
Os pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos e interrogativos, quando são adjetivos, desempenham na oração a função de adjunto adnominal; quando são substantivos, desempenham na oração as funções próprias dos substantivos, ou seja, de sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc. Veja os exemplos:
Empreste-me seu caderno. Esqueci o meu em casa.
Adj. Adn. = Pron. Adj. / OD = Pron. Subst.
Ninguém imaginava quem era aquele ilustre visitante.
Suj. = Pron. Subst. / Suj. = pron. Subst. / Adj. and. = pron. Adj.
Função sintática dos pronomes relativos
Os pronomes relativos assumem um duplo papel no período: representam um antecedente e servem de elemento de subordinação na oração que iniciam. Por isso, sempre desempenham nas orações que iniciam uma função sintática, que pode ser de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal, adjunto adverbial, complemento nominal e agente da passiva.
Observe:
O remédio custa muito caro. Eu preciso do remédio. OI
O remédio de que preciso custa muito caro. OI
O pronome relativo cujo funciona geralmente como adjunto adnominal; e o relativo onde, como adjunto adverbial:
A família a cujo imóvel se referem mudou-se do Brasil. Adj. Adn.
A cidade onde nasci é muito calma e agradável. Adj. Adv.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PRONOMES I
Pronome
Os pronomes constituem a classe de palavras categoremáticas, ou seja, são palavras cujo significado é apenas categorial, sem representar nenhuma matéria extra-lingüística. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo, pois seu significado na frase ocorre de acordo com a situação ou outras palavras do contexto.
Assim, o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase, de acordo com a coesão textual, e por isto os pronomes são substantivos, adjetivos, ou adjuntos. Todavia, ao contrário dessas classes de palavras, o pronome não aceita sufixos aumentativos, diminutivos, e superlativos tais como ão, zão, inho, íssimo, etc, no que são semelhantes aos numerais.
Essencialmente, um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa), que funciona como um sintagma nominal completo.
A semântica caracteriza o pronome por indicar algo, caracteriza-o como dêixes;
dêixes quer dizer apontar para, pois se formos observar, o pronome atua na frase remetendo a algo dentro dela, ou em seu exterior, apontando e se referindo a outros elementos do contexto, situação, discurso.
O pronome (dêixes) divide-se primeiramente em três tipos, de acordo com essa idéia de referência, dêixes ad oculos, dêixes anafórica, dêixes catafórica. Todos estes tipos indicam a condição do pronome em relação aos falantes do discurso.
• Dêixes Ad Oculos: O dêixes ad Oculos é situacional, um pronome com dêixes situacional aponta para um elemento que está presente para o(s) falante(s).
É óbvio que isto é melhor que aquilo!
Na frase sugerida como exemplo, os pronomes substantivos isto e aquilo não se referem aparentemente a qualquer substântivo em específico, pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer, que estaria presente apenas na enunciação.
• Dêixes Anafórica: Um pronome com dêixes anafórica aponta para um elemento que foi dito ao longo da frase, e que pode ser encontrado através de coesão textual.
Fui professora durante minha juventude, mas já não o sou agora.
Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase, já citada anteriormente.
• Dêixes Catafórica: A dêixes catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso, ou mesmo que não presente dentro dele.
Farei-o, libertarei o Brasil do domínio português.
Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O , que é alvo da ação verbal, faz referência ao ato de libertar o Brasil, uma ação que é enunciada apenas após a aparição do pronome.
• Dêixes em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixes estabelecido por K. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixes, seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixes em Fantasma. A dêixes em fantasma aconteceria em uma conversa hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qual usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Embora tenha valor dentro de uma consideração psicológica, normativamente não há diferença real, é mais prático ter a Dêixes em Fantasma encaixada nas outras duas categorias.
É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam-se em vários tipos: pessoais, possessivos, demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o o caso), indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o o caso), interrogativos, e relativo. Alguns pronomes são:mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas
Pronome Substantivo e Pronome Adjetivo
Como já foi observado, um pronome aponta para algum elemento do enunciado, e localiza este elemento (objeto-substantivo) dentro do enunciado. Quando ele faz referência a um elemento que surge explicito no enunciado, é um pronome adjetivo ou adjunto; quando porém, ele faz referência a um elemento que não foi citado, e é encaixado no lugar dele, então caracteriza-se como pronome substantivo ou absoluto.
Pronome pessoal: Pessoais Retos e Pessoais Oblíquos
Os pronomes pessoais apontam sempre para as duas pessoas do enunciado (Eu, Tu, Nós, Vós) e para a terceira pessoa não inserida no enunciado, que alguns gramáticos chamam por isto de não-pessoa, e que é a terceira pessoa do plural e também do singular (Ele, Ela, Eles, Elas). Deve-se compreender que quando elas são chamadas assim, é por se referirem a elas no enunciado, mas não o construirem, participarem dele.
Os pronomes pessoais dividem-se em retos e oblíquos, os pronomes retos são Eu, Tu, Ele, Ela, Nós, Vós, Eles, Elas, e funcionam sujeito. É importante ver que cada pronome pessoal reto possui seus respectivos pronomes pessoais oblíquos, e por sua vez os pronomes pessoais oblíquos se dividirão em átonos (fracos) e tônicos (fortes), sendo que cada pronome tônico vem sempre atrelado a uma preposição.
Pronomes pessoais
Pessoa Pronome pessoal reto Pronome pessoal oblíquo
Átonos Tônicos
Singular1ª Eu me mim, comigo
2ª Tu te ti, contigo
3ª Ele, ela se, lhe, o, a si, consigo, ele, ela
Plural 1ª Nós nos nós, conosco
2ª Vós vos vós, convosco
3ª Eles, elas se, lhes, os, as eles, elas, si, consigo
A) Pronomes Pessoais Oblíquos Tônicos com preposições atreladas:
• Os nossos sonhos estão perdidos de nós mesmos.
• Os homens todos perdem quando dois deles brigam entre si.
• Sei o que cabe a mim fazer.
Pronome Oblíquo Reflexivo
Quando é usado o pronome oblíquo reflexivo, isto quer dizer que a ação da oração recai sobre o próprio sujeito que a praticou. Observando isto de forma mais técnica, a reflexividade é quase uma inversão da norma, por que com ela não há a transitividade verbal de um alvo A para um alvo B, o verbo é praticado por A e reflete sobre A.
• Eu me demorei escrevendo este artigo!
• Ele se matou hoje pela manhã.
• Eu não me vanglorio disso. (O 'me' poderia referir-se a que outro 'eu'?)
• Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
• Assim tu te prejudicas. (Mesma coisa com o 'te')
• Conhece-te a ti mesmo.
• Lavamo-nos no rio.
• Vós vos beneficiastes com a Boa Nova.
Pronome Oblíquo Recíproco
Trata-se de um pronome que transmite a idéia de que a ação praticada na oração ocorre entre os sujeitos dela simultaneamente, com reciprocidade; neste caso são utilizados os pronomes nos, vos, se.
• Nós nos ajudamos para editar o artigo.
• Eles se entenderam depois da briga.
• Elas se abraçaram como verdadeiras amigas!
Pronomes em Formas de Tratamento
Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento ou formas pronominais de tratamento, que são formas substantivas de tratamento indireto, e se referem à segunda pessoa do discurso, mas sua concordância é feita em terceira pessoa. São palavras ou expressões que substituem o pronome pessoal no discurso. O pronome de tratamento é uma maneira de se referir ou tratar com uma pessoa utilizando-se de seus atributos ou com referência a posição familiar, profissional, religiosa, social, etc que ocupam.
• Vossa eminência. (cardeais)
• Vossa Onipotência ( para Deus)
• Vossa reverendíssima (sacerdotes)
• Vossa Majestade (reis, imperadores)
• Vossa Alteza (príncipes, Duques)
Nota: No Brasil, costuma-se usar o pronome 'si' também com sentido reflexivo, contudo o mesmo não ocorre em Portugal. Portanto, uma oração como "Ela falou de si" seria genéricamente entendida no Brasil como "de si mesma" enquanto em Portugal como "de outrem". O mesmo vale para 'consigo': "Antônio conversou consigo mesmo".
Nota: A gente: utilizar o substantivo gente associado ao artigo definito A remetendo a um grupo de pessoas (Eu + Tu, Eu + Nós, Eu + Eles, etc) é caracterizado como pronome de língua informal e sua conjugação se faz com verbo na terceira pessoa do singular.
Nota: Você: é um pronome de uso coloquial popularizado; tem como origem o pronome de tratamento Vossa Mercê, hoje em desuso assim como vós, embora com uso de Tu, sua conjugação se faz pela terceira pessoa do singular; já a forma plural ‘vocês’ tem conjugação pela terceira pessoal do plural.
Pronome Possessivo
São aqueles que se referem às três pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor.
Pronomes possessivos
Pessoa Singular Plural
Masc. Fem. Masc. Fem.
Singular1ª meu minha meus minhas
2ª teu tua teus tuas
3ª seu sua seus suas
Plural 1ª nosso nossa nossos nossas
2ª vosso vossa vossos vossas
3ª seu sua seus suas
Pronome Possessivo Adjetivo
Como já foi observado, o pronome possessivo atribui posse à alguma das pessoas do discurso; quando o pronome possessivo é empregado ele pode estar se refereindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido, ou a um objeto que sequer foi citado.
Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado, atribuindo sua posse a um sujeito, ele tem função ADJETIVA ou de ADJUNTO.
• O MEU coturno é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo coturno, já citado.
Pronome Possessivo Substantivo
Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado, ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase, e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto.
• O MEU é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão em lugar dele.
Pronome Indefinido
São aqueles que se referem a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo, ou em quantidade, indeterminada. Um pronome indefinido pode ser variável ou invariável:
Pronomes Indefinidos Substantivos (Invariáveis)
- Os invariáveis não se alteram com desinências para ter concordância verbal, serão sempre os mesmos independente de contexto masculino, feminino, plural, ou singular; e por isso também atuarão como pronomes substantivos:
Pronomes Indefinidos Substantivos
Alguém, Ninguém, Tudo, Nada, Algo, Outrem
Pronomes Indefinidos Adjetivos (Variáveis)
Os variáveis são aqueles que se alteraram para concordar com seu contexto, e terão função adjetiva.
Pronomes Indefinidos Adjetivos
Todo, toda, um, uma, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito,
muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer, cada
Nota: Cada: embora seja pronome indefinido adjetivo, é o único que não é variável.
Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto, bem como sua classificação.
• "Certos objetos chegam na hora certa."
A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável, porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro.
Pronome Demonstrativo
São aqueles que indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso), no tempo ou dentro do próprio texto (coesão textual). Essa classe pronominal possui as seguintes relações com as pessoas do discurso:
• primeira pessoa: este, esta, estes, estas, isto.
Indicam algo próximo à primeira pessoa, de acontecimento quase simultâneo ou que será citado mais adiante no texto.
• segunda pessoa: esse, essa, esses, essas, isso.
Indicam algo próximo à segunda pessoa, que aconteceu há pouco tempo ou que foi citado anteriormente no texto.
• terceira pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Indicam algo próximo à terceira pessoa, que aconteceu há muito tempo ou com algo que vem antes em uma enumeração de coisas.
Os pronomes "isto", "isso" e "aquilo" são classificados geralmente como demonstrativos, mas funcionam como pronomes pessoais de terceira pessoa, representantes do gênero neutro.
Outros pronomes demonstrativos
mesmo, mesma, mesmos, mesmas: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
próprio, própria, próprios, próprias: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
semelhante, semelhantes; são demonstrativos quando equivalerem a "tal" ou "tais";
tal, tais;é pronome demonstrativo quando equivale a este,esse,isso etc.
o, a, os, as: quando puderem ser substituídos por "isto", "isso", "aquilo" e variações.
Pronome Relativo
O pronome relativo é em geral um pronome de dêixes anafórica, ou seja, um pronome de retorno que está apontando para algo que já foi citado, para um elemento anterior. Afora isto, o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais, esse com dêixes anafórica, e ainda o de transpositor de oração.
• Bloquearam a página para edição, a qual ficou incompleta. (pronome relativo a qual)
• Ela me mostrou uma página de usuário que eu gostei! (pronome relativo que)
Pronomes Relativos
qual, o qual, a qual os quais, as quais, cujo, cuja, cujos cujas,
Que quanto, quantas, quantos, onde
A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra, e então quando isto ocorre uma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado.
• Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos.
Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos.
Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados, e é precedido de preposição.
• Ele foi o wikipedista de quem mais se falou.
Pronome Interrogativo
Os pronomes interrogativos consistem em pronomes relativos (quem, que, qual quanto e variações) com referência à pessoas e coisas, e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas.
• Quem editou este artigo?
• Que bloqueio, senhor administrador?
• Que editaste?
• Qual administrador editou?
• Qual foi feito?
• Quantos eram?
• Quantos artigos editou?
• Quem fez este serviço?
Quem: Em linhas gerais faz referência indivíduos, e é um pronome substantivo.
Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas, ou indicador de seleção como no quarto exemplo, e é um pronome substantivo e adjetivo.
Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação, selecionar, e é pronome adjetivo.
Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que;
Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso absoluto.
Atenção!
O uso de classificação pronominal requer muita atenção, posto que alguns pronomes variam de classificação de acordo com sua posição na frase, como foi mostrado; e não obstante isto, MUITAS outras palavras, não citadas acima, tem valor pronominal quando empregadas em certos contextos. Há muitos erros comuns no que tange à classificação pronominal.
• O pronome O, quando empregado sem valor demonstrativo, e antecedendo um substantivo explicito ou oculto, perde de imediato seu caráter de pronome, e é considerado artigo definido!
• O, os, a, as que surgem atrelados a vários pronomes como os relativos, que surgem muitas vezes precedidos deles, são meras PREPOSIÇÕES, fora de tal situação em geral são artigos definidos!
• Os pronomes indefinidos quantitativos podem ser frequentemente confundidos com adjuntos adverbiais.
Ele sabia muito sobre a wikipedia. (adjunto adverbial).
Muito já fiz. (pronome)
Pronomes em outros idiomas
• Nas línguas indo-européias, os pronomes formam uma classe gramatical presente em todos os idiomas, embora com algumas variações.
• Nas línguas urálicas, não existem pronomes pessoais nem possessivos. Apenas a flexão do verbo é suficiente para determinar a pessoa e a posse é designada pelo caso genitivo, que assume uma forma diferente para cada pessoa.
• Em espanhol há um pronome de terceira pessoa para indicar o gênero neutro ("ello").
• Em latim não há pronome pessoal de terceira pessoa, sendo substituídos por pronomes demonstrativos.
• Em inglês, todos os pronomes são declinados em caso (nominativo, acusativo e possessivo). Os pronomes demonstrativos não se flexionam em gênero.
• Na maioria das línguas indo-européias, assim como em japonês, pode existir mais de um pronome de segunda pessoa, chamados "pronomes de tratamento", dependendo do grau de proximidade e respeito a que se dedica ao interlocutor.
• Em espanhol europeu existem os pronomes "tú" e "usted" (singular), "vosotros" e "ustedes" (plural).
• Em inglês o pronome "you" é de uso genérico, mas raramente, em ocasiões solenes, usam-se os pronomes "thou" (singular) e "ye" (plural), com os respectivos oblíquos "thee" e "you" e possessivos "thy/thine" e "your/yours".
• Em francês são usados os pronomes "tu" e "vous".
• Em japonês os pronomes de primeira pessoa variam de acordo com o sexo do falante e de acordo com a circunstância em que é usado, além de os pronomes de tratamento serem diferentes inclusive para pessoas próximas (quando se dirige a um filho, ao marido, ao chefe, a um subordinado, a um amigo, etc.). O pronome "atashi" significa "eu" quando é uma mulher que fala, enquanto "boku" significa "eu" quando é dito por um homem. Os pronomes "watashi" e "watakushi" são usados por ambos, em circunstâncias formais.
• Em alemão, o pronome pessoal "Sie" (maiúsculo) significa: "o senhor", "a senhora", "os senhores", "as senhoras", mas "sie" (minúsculo) significa: "ela", "elas", "eles"
• Em sueco há quatro gêneros de pronomes pessoais para terceira pessoa no singular: masculino, feminino, comum e neutro. O gênero comum serve para designar animais e plantas, e o gênero neutro serve para designar objetos inânimados.
• Em basco há um pronome de segunda pessoa neutro ("zu") e um pronome de segunda pessoa não formal mas familiar ("hira").
Os pronomes constituem a classe de palavras categoremáticas, ou seja, são palavras cujo significado é apenas categorial, sem representar nenhuma matéria extra-lingüística. A análise de um pronome em isolado não permitiria identificar nele um significado léxico dentro de si mesmo, pois seu significado na frase ocorre de acordo com a situação ou outras palavras do contexto.
Assim, o pronome adquire sua classe de acordo com sua função na frase, de acordo com a coesão textual, e por isto os pronomes são substantivos, adjetivos, ou adjuntos. Todavia, ao contrário dessas classes de palavras, o pronome não aceita sufixos aumentativos, diminutivos, e superlativos tais como ão, zão, inho, íssimo, etc, no que são semelhantes aos numerais.
Essencialmente, um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa), que funciona como um sintagma nominal completo.
A semântica caracteriza o pronome por indicar algo, caracteriza-o como dêixes;
dêixes quer dizer apontar para, pois se formos observar, o pronome atua na frase remetendo a algo dentro dela, ou em seu exterior, apontando e se referindo a outros elementos do contexto, situação, discurso.
O pronome (dêixes) divide-se primeiramente em três tipos, de acordo com essa idéia de referência, dêixes ad oculos, dêixes anafórica, dêixes catafórica. Todos estes tipos indicam a condição do pronome em relação aos falantes do discurso.
• Dêixes Ad Oculos: O dêixes ad Oculos é situacional, um pronome com dêixes situacional aponta para um elemento que está presente para o(s) falante(s).
É óbvio que isto é melhor que aquilo!
Na frase sugerida como exemplo, os pronomes substantivos isto e aquilo não se referem aparentemente a qualquer substântivo em específico, pois apontam para algo que apenas durante o enunciado seria possível conhecer, que estaria presente apenas na enunciação.
• Dêixes Anafórica: Um pronome com dêixes anafórica aponta para um elemento que foi dito ao longo da frase, e que pode ser encontrado através de coesão textual.
Fui professora durante minha juventude, mas já não o sou agora.
Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O remete no caso à profissão de professor do sujeito da frase, já citada anteriormente.
• Dêixes Catafórica: A dêixes catafórica aponta para um elemento que ainda não foi citado no discurso, ou mesmo que não presente dentro dele.
Farei-o, libertarei o Brasil do domínio português.
Na frase sugerida como exemplo, o pronome demonstrativo O , que é alvo da ação verbal, faz referência ao ato de libertar o Brasil, uma ação que é enunciada apenas após a aparição do pronome.
• Dêixes em Fantasma: Há um quarto tipo de dêixes estabelecido por K. Brugmann e que se encaixaria no primeiro e no terceiro tipo de dêixes, seria um quarto tipo especial intitulado como Dêixes em Fantasma. A dêixes em fantasma aconteceria em uma conversa hipotética em que o falante transporta o ouvinte a um cenário de fantasia e no qual usa pronomes para apresentar ao ouvinte os supostos elementos ali dispostos. Embora tenha valor dentro de uma consideração psicológica, normativamente não há diferença real, é mais prático ter a Dêixes em Fantasma encaixada nas outras duas categorias.
É ainda de acordo com a semântica que os pronomes classificam-se em vários tipos: pessoais, possessivos, demonstrativos (incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o o caso), indefinidos (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o o caso), interrogativos, e relativo. Alguns pronomes são:mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas
Pronome Substantivo e Pronome Adjetivo
Como já foi observado, um pronome aponta para algum elemento do enunciado, e localiza este elemento (objeto-substantivo) dentro do enunciado. Quando ele faz referência a um elemento que surge explicito no enunciado, é um pronome adjetivo ou adjunto; quando porém, ele faz referência a um elemento que não foi citado, e é encaixado no lugar dele, então caracteriza-se como pronome substantivo ou absoluto.
Pronome pessoal: Pessoais Retos e Pessoais Oblíquos
Os pronomes pessoais apontam sempre para as duas pessoas do enunciado (Eu, Tu, Nós, Vós) e para a terceira pessoa não inserida no enunciado, que alguns gramáticos chamam por isto de não-pessoa, e que é a terceira pessoa do plural e também do singular (Ele, Ela, Eles, Elas). Deve-se compreender que quando elas são chamadas assim, é por se referirem a elas no enunciado, mas não o construirem, participarem dele.
Os pronomes pessoais dividem-se em retos e oblíquos, os pronomes retos são Eu, Tu, Ele, Ela, Nós, Vós, Eles, Elas, e funcionam sujeito. É importante ver que cada pronome pessoal reto possui seus respectivos pronomes pessoais oblíquos, e por sua vez os pronomes pessoais oblíquos se dividirão em átonos (fracos) e tônicos (fortes), sendo que cada pronome tônico vem sempre atrelado a uma preposição.
Pronomes pessoais
Pessoa Pronome pessoal reto Pronome pessoal oblíquo
Átonos Tônicos
Singular1ª Eu me mim, comigo
2ª Tu te ti, contigo
3ª Ele, ela se, lhe, o, a si, consigo, ele, ela
Plural 1ª Nós nos nós, conosco
2ª Vós vos vós, convosco
3ª Eles, elas se, lhes, os, as eles, elas, si, consigo
A) Pronomes Pessoais Oblíquos Tônicos com preposições atreladas:
• Os nossos sonhos estão perdidos de nós mesmos.
• Os homens todos perdem quando dois deles brigam entre si.
• Sei o que cabe a mim fazer.
Pronome Oblíquo Reflexivo
Quando é usado o pronome oblíquo reflexivo, isto quer dizer que a ação da oração recai sobre o próprio sujeito que a praticou. Observando isto de forma mais técnica, a reflexividade é quase uma inversão da norma, por que com ela não há a transitividade verbal de um alvo A para um alvo B, o verbo é praticado por A e reflete sobre A.
• Eu me demorei escrevendo este artigo!
• Ele se matou hoje pela manhã.
• Eu não me vanglorio disso. (O 'me' poderia referir-se a que outro 'eu'?)
• Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
• Assim tu te prejudicas. (Mesma coisa com o 'te')
• Conhece-te a ti mesmo.
• Lavamo-nos no rio.
• Vós vos beneficiastes com a Boa Nova.
Pronome Oblíquo Recíproco
Trata-se de um pronome que transmite a idéia de que a ação praticada na oração ocorre entre os sujeitos dela simultaneamente, com reciprocidade; neste caso são utilizados os pronomes nos, vos, se.
• Nós nos ajudamos para editar o artigo.
• Eles se entenderam depois da briga.
• Elas se abraçaram como verdadeiras amigas!
Pronomes em Formas de Tratamento
Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento ou formas pronominais de tratamento, que são formas substantivas de tratamento indireto, e se referem à segunda pessoa do discurso, mas sua concordância é feita em terceira pessoa. São palavras ou expressões que substituem o pronome pessoal no discurso. O pronome de tratamento é uma maneira de se referir ou tratar com uma pessoa utilizando-se de seus atributos ou com referência a posição familiar, profissional, religiosa, social, etc que ocupam.
• Vossa eminência. (cardeais)
• Vossa Onipotência ( para Deus)
• Vossa reverendíssima (sacerdotes)
• Vossa Majestade (reis, imperadores)
• Vossa Alteza (príncipes, Duques)
Nota: No Brasil, costuma-se usar o pronome 'si' também com sentido reflexivo, contudo o mesmo não ocorre em Portugal. Portanto, uma oração como "Ela falou de si" seria genéricamente entendida no Brasil como "de si mesma" enquanto em Portugal como "de outrem". O mesmo vale para 'consigo': "Antônio conversou consigo mesmo".
Nota: A gente: utilizar o substantivo gente associado ao artigo definito A remetendo a um grupo de pessoas (Eu + Tu, Eu + Nós, Eu + Eles, etc) é caracterizado como pronome de língua informal e sua conjugação se faz com verbo na terceira pessoa do singular.
Nota: Você: é um pronome de uso coloquial popularizado; tem como origem o pronome de tratamento Vossa Mercê, hoje em desuso assim como vós, embora com uso de Tu, sua conjugação se faz pela terceira pessoa do singular; já a forma plural ‘vocês’ tem conjugação pela terceira pessoal do plural.
Pronome Possessivo
São aqueles que se referem às três pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor.
Pronomes possessivos
Pessoa Singular Plural
Masc. Fem. Masc. Fem.
Singular1ª meu minha meus minhas
2ª teu tua teus tuas
3ª seu sua seus suas
Plural 1ª nosso nossa nossos nossas
2ª vosso vossa vossos vossas
3ª seu sua seus suas
Pronome Possessivo Adjetivo
Como já foi observado, o pronome possessivo atribui posse à alguma das pessoas do discurso; quando o pronome possessivo é empregado ele pode estar se refereindo a um objeto que já foi citado e que por isso não precisa ser repetido, ou a um objeto que sequer foi citado.
Quando o pronome possessivo faz referência a um substantivo já citado, atribuindo sua posse a um sujeito, ele tem função ADJETIVA ou de ADJUNTO.
• O MEU coturno é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão adjetivando o substantivo coturno, já citado.
Pronome Possessivo Substantivo
Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado, ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase, e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto.
• O MEU é melhor que o TEU.
Os dois pronomes estão referindo à posse de algo que não foi citado na frase e estão em lugar dele.
Pronome Indefinido
São aqueles que se referem a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo, ou em quantidade, indeterminada. Um pronome indefinido pode ser variável ou invariável:
Pronomes Indefinidos Substantivos (Invariáveis)
- Os invariáveis não se alteram com desinências para ter concordância verbal, serão sempre os mesmos independente de contexto masculino, feminino, plural, ou singular; e por isso também atuarão como pronomes substantivos:
Pronomes Indefinidos Substantivos
Alguém, Ninguém, Tudo, Nada, Algo, Outrem
Pronomes Indefinidos Adjetivos (Variáveis)
Os variáveis são aqueles que se alteraram para concordar com seu contexto, e terão função adjetiva.
Pronomes Indefinidos Adjetivos
Todo, toda, um, uma, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito,
muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer, cada
Nota: Cada: embora seja pronome indefinido adjetivo, é o único que não é variável.
Nota: A disposição das palavras no enunciado muda o sentido do texto, bem como sua classificação.
• "Certos objetos chegam na hora certa."
A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável, porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro.
Pronome Demonstrativo
São aqueles que indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso), no tempo ou dentro do próprio texto (coesão textual). Essa classe pronominal possui as seguintes relações com as pessoas do discurso:
• primeira pessoa: este, esta, estes, estas, isto.
Indicam algo próximo à primeira pessoa, de acontecimento quase simultâneo ou que será citado mais adiante no texto.
• segunda pessoa: esse, essa, esses, essas, isso.
Indicam algo próximo à segunda pessoa, que aconteceu há pouco tempo ou que foi citado anteriormente no texto.
• terceira pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Indicam algo próximo à terceira pessoa, que aconteceu há muito tempo ou com algo que vem antes em uma enumeração de coisas.
Os pronomes "isto", "isso" e "aquilo" são classificados geralmente como demonstrativos, mas funcionam como pronomes pessoais de terceira pessoa, representantes do gênero neutro.
Outros pronomes demonstrativos
mesmo, mesma, mesmos, mesmas: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
próprio, própria, próprios, próprias: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";
semelhante, semelhantes; são demonstrativos quando equivalerem a "tal" ou "tais";
tal, tais;é pronome demonstrativo quando equivale a este,esse,isso etc.
o, a, os, as: quando puderem ser substituídos por "isto", "isso", "aquilo" e variações.
Pronome Relativo
O pronome relativo é em geral um pronome de dêixes anafórica, ou seja, um pronome de retorno que está apontando para algo que já foi citado, para um elemento anterior. Afora isto, o pronome relativo pode apresentar dois diferentes papéis gramaticais, esse com dêixes anafórica, e ainda o de transpositor de oração.
• Bloquearam a página para edição, a qual ficou incompleta. (pronome relativo a qual)
• Ela me mostrou uma página de usuário que eu gostei! (pronome relativo que)
Pronomes Relativos
qual, o qual, a qual os quais, as quais, cujo, cuja, cujos cujas,
Que quanto, quantas, quantos, onde
A) Transpositor de Oração Pronome Relativo Que: O transpositor pronome relativo que age fazendo a ligação de duas orações independentes uma da outra, e então quando isto ocorre uma delas fará adjetivação se tornando adjunto adnominal daquilo apontado.
• Eles são wikipedistas [que] trabalham em artigos novos.
Eles são wikipedistas + Os wikipedistas trabalham em artigos novos.
Nota: Quem funciona como pronome relativo quando aponta para elementos citados, e é precedido de preposição.
• Ele foi o wikipedista de quem mais se falou.
Pronome Interrogativo
Os pronomes interrogativos consistem em pronomes relativos (quem, que, qual quanto e variações) com referência à pessoas e coisas, e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas.
• Quem editou este artigo?
• Que bloqueio, senhor administrador?
• Que editaste?
• Qual administrador editou?
• Qual foi feito?
• Quantos eram?
• Quantos artigos editou?
• Quem fez este serviço?
Quem: Em linhas gerais faz referência indivíduos, e é um pronome substantivo.
Que: Em linhas gerais faz referência a indivíduos e coisas, ou indicador de seleção como no quarto exemplo, e é um pronome substantivo e adjetivo.
Qual: Em linhas gerais busca fazer uma diferenciação, selecionar, e é pronome adjetivo.
Nota: O que: é uma forma enfatizada de Que;
Nota: Quem também pode ser caracterizado como pronome relativo indefinido de uso absoluto.
Atenção!
O uso de classificação pronominal requer muita atenção, posto que alguns pronomes variam de classificação de acordo com sua posição na frase, como foi mostrado; e não obstante isto, MUITAS outras palavras, não citadas acima, tem valor pronominal quando empregadas em certos contextos. Há muitos erros comuns no que tange à classificação pronominal.
• O pronome O, quando empregado sem valor demonstrativo, e antecedendo um substantivo explicito ou oculto, perde de imediato seu caráter de pronome, e é considerado artigo definido!
• O, os, a, as que surgem atrelados a vários pronomes como os relativos, que surgem muitas vezes precedidos deles, são meras PREPOSIÇÕES, fora de tal situação em geral são artigos definidos!
• Os pronomes indefinidos quantitativos podem ser frequentemente confundidos com adjuntos adverbiais.
Ele sabia muito sobre a wikipedia. (adjunto adverbial).
Muito já fiz. (pronome)
Pronomes em outros idiomas
• Nas línguas indo-européias, os pronomes formam uma classe gramatical presente em todos os idiomas, embora com algumas variações.
• Nas línguas urálicas, não existem pronomes pessoais nem possessivos. Apenas a flexão do verbo é suficiente para determinar a pessoa e a posse é designada pelo caso genitivo, que assume uma forma diferente para cada pessoa.
• Em espanhol há um pronome de terceira pessoa para indicar o gênero neutro ("ello").
• Em latim não há pronome pessoal de terceira pessoa, sendo substituídos por pronomes demonstrativos.
• Em inglês, todos os pronomes são declinados em caso (nominativo, acusativo e possessivo). Os pronomes demonstrativos não se flexionam em gênero.
• Na maioria das línguas indo-européias, assim como em japonês, pode existir mais de um pronome de segunda pessoa, chamados "pronomes de tratamento", dependendo do grau de proximidade e respeito a que se dedica ao interlocutor.
• Em espanhol europeu existem os pronomes "tú" e "usted" (singular), "vosotros" e "ustedes" (plural).
• Em inglês o pronome "you" é de uso genérico, mas raramente, em ocasiões solenes, usam-se os pronomes "thou" (singular) e "ye" (plural), com os respectivos oblíquos "thee" e "you" e possessivos "thy/thine" e "your/yours".
• Em francês são usados os pronomes "tu" e "vous".
• Em japonês os pronomes de primeira pessoa variam de acordo com o sexo do falante e de acordo com a circunstância em que é usado, além de os pronomes de tratamento serem diferentes inclusive para pessoas próximas (quando se dirige a um filho, ao marido, ao chefe, a um subordinado, a um amigo, etc.). O pronome "atashi" significa "eu" quando é uma mulher que fala, enquanto "boku" significa "eu" quando é dito por um homem. Os pronomes "watashi" e "watakushi" são usados por ambos, em circunstâncias formais.
• Em alemão, o pronome pessoal "Sie" (maiúsculo) significa: "o senhor", "a senhora", "os senhores", "as senhoras", mas "sie" (minúsculo) significa: "ela", "elas", "eles"
• Em sueco há quatro gêneros de pronomes pessoais para terceira pessoa no singular: masculino, feminino, comum e neutro. O gênero comum serve para designar animais e plantas, e o gênero neutro serve para designar objetos inânimados.
• Em basco há um pronome de segunda pessoa neutro ("zu") e um pronome de segunda pessoa não formal mas familiar ("hira").
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
CRASE
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina
à artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:
I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)
3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
CRASE FACULTATIVA
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
CASOS PARTICULARES
1. Casa
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.
Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina
à artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:
I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)
3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
CRASE FACULTATIVA
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
CASOS PARTICULARES
1. Casa
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.
Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola
PRONOME RELATIVO
PRONOME RELATIVO PRECEDIDO DE PREPOSIÇÃO
Trata-se do uso do pronome relativo QUE . Em certos casos ele deve ser acompanhado da preposição EM ,
como no caso da letra da música “GOSTAVA TANTO DE VOCÊ” (Edson Trindade). Tim Maia canta:
“...Pensei até em me mudar, lugar qualquer que não exista o pensamento em você ...”.
Leila Pinheiro corrige e canta:
“... lugar qualquer em que não exista o pensamento em você ...” Leila Pinheiro tem razão. Afinal,, se esse pensamento
existe em algum lugar, o correto seria dizer “lugar qualquer em que não exista o pensamento em você”. Trata-se do emprego da preposição com o pronome relativo “que”.
Na linguagem do dia-a-dia essa preposição desaparece. É comum as pessoas dizerem “A empresa que eu trabalho”. Se eu trabalho em algum lugar, deverei dizer “A empresa em que trabalho”.
PRONOME RELATIVO E REGÊNCIA
Há pouco tempo foi exibido na televisão um anúncio cujo texto dizia: “... a marca que o mundo confia.”
Acontece que, “quem confia, confia em”. Logo, o correto seria dizer: “... a marca em que o mundo confia.”
As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os países que eu fui”, “A comida que eu mais gosto”. O correto seria dizer “A
rua em que moro”, “Os países a que fui”, “A comida de que mais gosto”.
O problema também está presente em uma letra da dupla Roberto e Erasmo Carlos, “Emoções”.
“... são tantas já vividas são momentos que eu não me esqueci...”
Se eu me esqueci, eu me esqueci de Quem esquece, esquece algo Quem se esquece, esquece-se de algo Logo, o correto seria “são momentos de que não
me esqueci.”
Pode-se, também, eliminar a preposição de e o pronome me. Ficaria “são momentos que eu não esqueci”
Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava: “A gente nunca esquece do aniversário de um
amigo..”
O correto seria: “A gente nunca esquece o aniversário de um amigo” ou “A gente nunca se esquece do aniversário de
um amigo.”
Vale o mesmo esquema para o verbo lembrar.
Quem lembra, lembra algo Quem se lembra, lembra-se de algo Ex: Eu não lembro o seu nome.
Eu não me lembro do seu nome.
Como você pode notar, esses erros de regência são muito comuns. É necessário redobrar a atenção para não cometê-los mais
Trata-se do uso do pronome relativo QUE . Em certos casos ele deve ser acompanhado da preposição EM ,
como no caso da letra da música “GOSTAVA TANTO DE VOCÊ” (Edson Trindade). Tim Maia canta:
“...Pensei até em me mudar, lugar qualquer que não exista o pensamento em você ...”.
Leila Pinheiro corrige e canta:
“... lugar qualquer em que não exista o pensamento em você ...” Leila Pinheiro tem razão. Afinal,, se esse pensamento
existe em algum lugar, o correto seria dizer “lugar qualquer em que não exista o pensamento em você”. Trata-se do emprego da preposição com o pronome relativo “que”.
Na linguagem do dia-a-dia essa preposição desaparece. É comum as pessoas dizerem “A empresa que eu trabalho”. Se eu trabalho em algum lugar, deverei dizer “A empresa em que trabalho”.
PRONOME RELATIVO E REGÊNCIA
Há pouco tempo foi exibido na televisão um anúncio cujo texto dizia: “... a marca que o mundo confia.”
Acontece que, “quem confia, confia em”. Logo, o correto seria dizer: “... a marca em que o mundo confia.”
As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os países que eu fui”, “A comida que eu mais gosto”. O correto seria dizer “A
rua em que moro”, “Os países a que fui”, “A comida de que mais gosto”.
O problema também está presente em uma letra da dupla Roberto e Erasmo Carlos, “Emoções”.
“... são tantas já vividas são momentos que eu não me esqueci...”
Se eu me esqueci, eu me esqueci de Quem esquece, esquece algo Quem se esquece, esquece-se de algo Logo, o correto seria “são momentos de que não
me esqueci.”
Pode-se, também, eliminar a preposição de e o pronome me. Ficaria “são momentos que eu não esqueci”
Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava: “A gente nunca esquece do aniversário de um
amigo..”
O correto seria: “A gente nunca esquece o aniversário de um amigo” ou “A gente nunca se esquece do aniversário de
um amigo.”
Vale o mesmo esquema para o verbo lembrar.
Quem lembra, lembra algo Quem se lembra, lembra-se de algo Ex: Eu não lembro o seu nome.
Eu não me lembro do seu nome.
Como você pode notar, esses erros de regência são muito comuns. É necessário redobrar a atenção para não cometê-los mais
ORAÇÃO COORDENADA
Oração que não apresenta conjunção que a ligue à oração anterior.
Exemplo :” Pela manhã bebi o café enjoativo, comi um pedaço de pão sem manteiga.”
Oração Coordenada Sindética Aditiva
Exprime noção de acréscimo, adição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, que, etc.
Exemplo :”Não li suas cartas, nem mexi no seu lixo.”
Oração Coordenada Sindética Adversativa
Exprime idéia de oposição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, etc.
Exemplo: ¨ Quero comprar uma jaqueta, mas não tenho dinheiro . ¨
Oração Coordenada Sindética Alternativa
Expressa fatos que se alternam entre si.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas alternativas: ou, ora, etc.
Exemplo :¨ Ora como comida congelada, ora faço sanduíche .¨
Oração Coordenada Sindética Conclusiva
Exprime uma idéia de conclusão.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas conclusivas: logo, portanto, pois(posposto ao verbo), por isso.
Exemplo :¨ Bem dizia Descartes : Penso, logo existo ¨ .
Oração Coordenada Sindética Explicativa
Explica o motivo da declaração feita na oração anterior. Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas explicativas: que, porque, porquanto, pois(anteposto ao verbo).
Exemplo :¨ Não volte muito tarde, porque seu pai precisa de você .¨
Observações:
As orações coordenadas sindéticas explicativas não podem ser confundidas com as subordinadas adverbiais causais: estas exprimem a causa de um fato, aquelas dão o motivo, a explicação da declaração anterior. Exemplos:
João está triste porque perdeu o emprego. Oração adverbial causal.
A criança devia estar doente, porque chorava muito. Oração coordenada sindética explicativa. Note-se também que há pausa(vírgula) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial.
As orações coordenadas são autonômas quanto à estrutura sintática, mas inter-relacionadas, interdependentes, quanto ao sentido.
Pontuação nas Orações Coordenadas
• Emprega-se a vírgula para separar as orações coordenadas assindéticas e as sindéticas com exceção das introduzidas pela conjunção e.
• Orações coordenadas sindéticas podem vir separadas por vírgula acompanhadas da conjunção e quando possuírem sujeitos diferentes e quando a conjunção vier reiterada.
Oração que não apresenta conjunção que a ligue à oração anterior.
Exemplo :” Pela manhã bebi o café enjoativo, comi um pedaço de pão sem manteiga.”
Oração Coordenada Sindética Aditiva
Exprime noção de acréscimo, adição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, que, etc.
Exemplo :”Não li suas cartas, nem mexi no seu lixo.”
Oração Coordenada Sindética Adversativa
Exprime idéia de oposição.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, etc.
Exemplo: ¨ Quero comprar uma jaqueta, mas não tenho dinheiro . ¨
Oração Coordenada Sindética Alternativa
Expressa fatos que se alternam entre si.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas alternativas: ou, ora, etc.
Exemplo :¨ Ora como comida congelada, ora faço sanduíche .¨
Oração Coordenada Sindética Conclusiva
Exprime uma idéia de conclusão.
Introduzidas pelas conjunções coordenadas conclusivas: logo, portanto, pois(posposto ao verbo), por isso.
Exemplo :¨ Bem dizia Descartes : Penso, logo existo ¨ .
Oração Coordenada Sindética Explicativa
Explica o motivo da declaração feita na oração anterior. Introduzidas pelas conjunções coordenadas sindéticas explicativas: que, porque, porquanto, pois(anteposto ao verbo).
Exemplo :¨ Não volte muito tarde, porque seu pai precisa de você .¨
Observações:
As orações coordenadas sindéticas explicativas não podem ser confundidas com as subordinadas adverbiais causais: estas exprimem a causa de um fato, aquelas dão o motivo, a explicação da declaração anterior. Exemplos:
João está triste porque perdeu o emprego. Oração adverbial causal.
A criança devia estar doente, porque chorava muito. Oração coordenada sindética explicativa. Note-se também que há pausa(vírgula) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial.
As orações coordenadas são autonômas quanto à estrutura sintática, mas inter-relacionadas, interdependentes, quanto ao sentido.
Pontuação nas Orações Coordenadas
• Emprega-se a vírgula para separar as orações coordenadas assindéticas e as sindéticas com exceção das introduzidas pela conjunção e.
• Orações coordenadas sindéticas podem vir separadas por vírgula acompanhadas da conjunção e quando possuírem sujeitos diferentes e quando a conjunção vier reiterada.
VOCATIVO
• Matérias
Vocativo
Vocativo é a expressão usada para fazer um apelo ou para invocar, no discurso direto, um interlocutor um ouvinte real ou imaginário.
O vocativo, não está subordinado a nenhum termo da oração, somente se refere a um interlocutor.
Não faz parte do sujeito nem do predicado.
O vocativo sempre vem separado dos outros termos da oração por vírgula.
Muitos vocativos aparecem antecedidos por interjeições como ó, ei, olá, alô etc.
Ei, vem aqui!!
Ó meu Deus, o que vamos fazer agora?
Querida Amiga, estou com saudades!
• Matérias
Vocativo
Vocativo é a expressão usada para fazer um apelo ou para invocar, no discurso direto, um interlocutor um ouvinte real ou imaginário.
O vocativo, não está subordinado a nenhum termo da oração, somente se refere a um interlocutor.
Não faz parte do sujeito nem do predicado.
O vocativo sempre vem separado dos outros termos da oração por vírgula.
Muitos vocativos aparecem antecedidos por interjeições como ó, ei, olá, alô etc.
Ei, vem aqui!!
Ó meu Deus, o que vamos fazer agora?
Querida Amiga, estou com saudades!
NUMERAL
Numeral
É a palavra que indica a quantidade de elementos em uma pronunciação.
O Numeral exprime número de ordem, múltiplo ou fração. Os numerais classificam-se em:
a) cardinais: indicam quantidade: um, dois, três, quatro, cinco…
- Na minha casa tem três carros na garagem.
b) ordinais: indicam ordem de sucessão: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto…
- No campeonato de handboll, meu time ficou em quinto lugar.
c) multiplicativos: indicam multiplicação: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo…
- Minha irmã tem o dobro da minha idade.
d) fracionários: indicam divisão, fração: meio, metade, um terço, um quarto…
- Já comeram a metade do bolo.
e) coletivos: indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto: dúzia, milheiro, milhar, dezena, centena, par, década.
- Já faz mais uma década que eu fiz quinze anos.
EMPREGO DOS NUMERAIS
Na designação de séculos, papas, reis, príncipes, imperadores, capítulos, utiliza-se números romanos, na leitura utiliza-se os ordinais até o décimo, e depois, utiliza-se os cardinais. Se o numeral preceder um substantivo será lido como ordinal.
Por exemplo:
João Paulo II (segundo)
D.Pedro I (primeiro)
Na designação de leis, decretos e portarias utilizam-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.
Por exemplo:
Artigo 3.º (terceiro)
Artigo 13 (treze)
Na designação dos dias utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:
Por exemplo:
Dia primeiro de outubro
Dia doze de setembro
Ambos e ambas são pronomes indefinidos com uso exclusivo no plural. Correspondem ao número cardinal dois.
Por exemplo:
Ambos os alunos estavam fora da sala.
Ricardo e Vanessa vão ao show. Ambos adoram se divertir.
É a palavra que indica a quantidade de elementos em uma pronunciação.
O Numeral exprime número de ordem, múltiplo ou fração. Os numerais classificam-se em:
a) cardinais: indicam quantidade: um, dois, três, quatro, cinco…
- Na minha casa tem três carros na garagem.
b) ordinais: indicam ordem de sucessão: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto…
- No campeonato de handboll, meu time ficou em quinto lugar.
c) multiplicativos: indicam multiplicação: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo…
- Minha irmã tem o dobro da minha idade.
d) fracionários: indicam divisão, fração: meio, metade, um terço, um quarto…
- Já comeram a metade do bolo.
e) coletivos: indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto: dúzia, milheiro, milhar, dezena, centena, par, década.
- Já faz mais uma década que eu fiz quinze anos.
EMPREGO DOS NUMERAIS
Na designação de séculos, papas, reis, príncipes, imperadores, capítulos, utiliza-se números romanos, na leitura utiliza-se os ordinais até o décimo, e depois, utiliza-se os cardinais. Se o numeral preceder um substantivo será lido como ordinal.
Por exemplo:
João Paulo II (segundo)
D.Pedro I (primeiro)
Na designação de leis, decretos e portarias utilizam-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.
Por exemplo:
Artigo 3.º (terceiro)
Artigo 13 (treze)
Na designação dos dias utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:
Por exemplo:
Dia primeiro de outubro
Dia doze de setembro
Ambos e ambas são pronomes indefinidos com uso exclusivo no plural. Correspondem ao número cardinal dois.
Por exemplo:
Ambos os alunos estavam fora da sala.
Ricardo e Vanessa vão ao show. Ambos adoram se divertir.
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