terça-feira, 10 de maio de 2011

LISTA DE EXERCICIOS 121

Observe a figura e julgue os itens a seguir





a.( ) No primeiro quadrinho temos três orações e períodos compostos por subordinação.

b. ( ) No terceiro quadrinho, a fala de Calvin representa um período composto por coordenação, por se tratar de uma oração coordenada assindética.

c. ( ) A razão pela qual a mãe de Calvin não acreditou em sua história se dá pelo fato do menino gesticular bastante.

d. ( ) Nos quadrinhos 1, 2 e 4 temos períodos compostos por coordenação, porque todos possuem duas orações coordenadas.

e. No terceiro quadrinho, na fala de Calvin, temos um exemplo de frase nominal, por não possuir verbo em sua composição.

2. Leia os períodos com atenção. Julgue cada item:


( ). Na oração “Recebeu dinheiro da pensão, mas gastou tudo”, temos um exemplo de oração coordenada aditiva.

( ). Em “Ora faz frio, ora faz calor”, temos um período composto por coordenação.

( ). “Pagou a dívida, portanto não deve mais nada” – Oração Coordenada Sindética Conclusiva.
( ). “Saíram cedo e ainda não chegaram ao destino”, não há presença de conjunção.

( ). Partiram tristes, depois retornaram felizes – Período Composto por subordinação.



3. (Acadepol – ES) No período Penso, logo existo, a oração destacada é:

a. ( ) coordenada sindética conclusiva
b.( ) coordenada sindética aditiva
c.( ) coordenada sindética alternativa
d.( ) coordenada sindética adversativa
e.( ) coordenada sindética explicativa



4. (TCE – BA) Há oração coordenada adversativa na opção:

a.( ) A paisagem perdeu o encanto da frescura.
b.( ) O autor sobre quem falávamos fará uma palestra amanhã.
c.( ) Não vejo flores nesta primavera.
d.( ) Estudamos toda a matéria para o concurso.
e.( ) Vesti-me rapidamente, tomei um táxi, mas cheguei atrasado.

5. Leia a canção-poema e responda o que se pede:
CARINHOSO
(Pixinguinha e João de Barro)

Meu coração
Não sei por que
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz
a. Explique a expressão: “Os meus olhos ficam sorrindo”...
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b. Justifique o título dessa canção-poema:
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c. A linguagem conotativa está presente
em todo o poema. Transcreva dois trechos que comprovem essa afirmação.
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d. Com que intenção o autor repetiu
determinados termos – muito; vem - no poema? Explique.
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Se você mudasse o título desse poema,
qual seria o escolhido? Por quê?
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LISTA DE EXERCICIO 131

Leia o texto abaixo e julgue os itens a seguir:

"DIZEM QUE É UM GALHO MAL-ASSOMBRADO!!"


A.(C) (E) O período inserido no texto possui duas orações.
B.(C) (E) Oração principal: “dizem”.
C.(C) (E) Oração subordinada substantiva objetiva direta: “que é um galho mal-assombrado”.
D.(C) (E) A subordinada é introduzida por um conectivo – a conjunção integrante que – e possui verbo no indicativo – é.
E.(C) (E) Essa mesma oração poderia ser expressa sem o conectivo e com verbo em uma das formas nominais – infinitivo, gerúndio ou particípio.


2. O texto a seguir se refere às duas questões abaixo:
“[...] Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
- Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte, [...]”

a. As orações, “Desafia o nosso peito a própria morte” e “que um filho teu não foge à luta” classificam-se, respectivamente, como:

a) principal e subordinada substantiva subjetiva;
b) principal e subordinada substantiva objetiva indireta;
c) principal e subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada substantiva subjetiva e subordinada substantiva objetiva direta.
e) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva apositiva.

8. Quanto à letra do Hino Nacional Brasileiro, todas as alternativas estão corretas, exceto uma:

a) O trecho acima da letra do Hino Nacional Brasileiro foi extraído da primeira parte e da segunda parte deste.

b) O trecho não segue a sequência correta do Hino Nacional Brasileiro.

c) Os versos anteriores a primeira parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a: “OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE, E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS, BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.”

d ) Os versos posteriores a segunda parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a :
“TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!”

e) Os versos anteriores a primeira parte do trecho do Hino Nacional Brasileiro apresentado acima, corresponde a:

“OUVIRAM DA IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDA
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.”


9. Classifique as orações subordinadas abaixo:
a. É sabido que os garimpeiros portam armas de fogo.
_____________________________________________________________________________________

b. O importante agora é que obtenha apoio de outras organizações ligadas ao índio.
_____________________________________________________________________________________

c. Há muito tempo venho dizendo que não entendo esse tal de povo brasileiro.
_____________________________________________________________________________________

d. Juro que amanhã eu vou bem cedo pro trabalho.
_____________________________________________________________________________________

e. Temos necessidade de que você nos auxilie.
_____________________________________________________________________________________

f. Devido ao rigoroso inverno, meu desejo é que passemos nossas férias em um lugar quente.
_____________________________________________________________________________________

g. Todos precisamos de que haja entendimento em nosso convívio.
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h. Eis a nossa vontade: que você supere os problemas.
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i. Eram favoráveis a que houvesse um debate com o grupo.
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j. É preciso que você saiba entender a vida.
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ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase. TODAS AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO INTEGRANTE “QUE”.
Exemplo 1:
- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.

Verbo de Ligação (É) + predicativo (preciso) = Or. Subord. Substantiva Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.

Verbo na terceira pessoa na oração principal

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
- Confirmou-se que o exame deu positivo.
Voz passiva analítica ou sintética

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Sujeito + Verbo de Ligação
- A verdade é que você não virá.
Sujeito + Verbo de Ligação

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Sujeito + Verbo Transitivo Direto
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + Verbo Transitivo Direto

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + Verbo Transitivo Indireto
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + Verbo Transitivo Indireto

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Sujeito + nome
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + nome

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Geralmente vem precedida de dois pontos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

COMPLEMENTO VERBAL

Complemento verbal

Os complementos verbais completam o sentido dos verbos transitivos. Estes complementos podem ligar-se ao verbo através de um preposição ou sem o auxílio dela. Quando há necessidade de preposição, o objeto é dito indireto; quando ela não é necessária, o objeto é dito direto. Alguns verbos podem aceitar ao mesmo tempo um objeto direto e outro indireto. Em alguns casos, por questões de estilo, adiciona-se um preposição ao objeto direto. Neste caso o objeto direto é dito preposicionado.
Exemplos
Aviões possuem asas. - Asas é o objeto direto do verbo possuir.
Gosto de escrever. - de escrever é objeto indireto do verbo gostar.
Neguei tudo aos impostores. - tudo é objeto direto e aos impostores é objeto indireto do verbo negar.
Ele ama a Deus - a Deus é um objeto direto preposicionado. Observe que o verbo amar não exige a preposição.
Objeto direto - OD
Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto. O objeto direto liga-se ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação.
Identificamos o Objeto direto, quando perguntamos ao verbo: "quem" ou "o quê". A resposta será o Objeto Direto.
Exemplos
Vós admirais os companheiros. -Perguntamos, Vós admirais o quê? A resposta é 'os companheiros', que é o objeto direto.
Nós amamos Julieta. -Perguntamos, nós amamos quem? A resposta é 'Julieta', que é o objeto direto da oração...
Maria vendia doces. -Perguntamos, Maria vendia o que? A resposta é 'doces', que é o objeto direto.
Ivano ama Hortência. -Perguntamos, Ivano ama quem? A resposta é 'Hortência', que é o objeto direto.
Objeto direto preposicionado
Há casos, no entanto, que um verbo transitivo direto aparece seguido de preposição, que, por sua vez, precede o objeto direto. Nesses casos temos o chamado objeto direto preposicionado.
Ex: Vós tomais do vinho. -Esta construção se faz da contração de termos como: Vós tomais "parte" do vinho
O objeto direto é obrigatoriamente preposicionado quando expresso:
por pronome pessoal oblíquo tônico;
pelo pronome relativo "quem", de antecedente claro;
por pronome átono e substantivo coordenados.
Objeto indireto - OI
O objeto indireto é o termo da oração que completa um verbo transitivo indireto, sendo obrigatoriamente precedido de preposição.
Identificamos o Objeto indireto, quando perguntamos ao verbo: "a quem" ou "a quê". A resposta será o Objeto indireto.
Objeto indireto reflexivo
O objeto indireto reflexivo é o objeto indireto que indica a reflexão da ação do sujeito. Exemplo:
O dono da casa deu-se o prazer de uma torta.
Exemplos
André obedece aos pais.
Mariana obedeceu a sua avó
Toby, o cachorro, obedeceu a Amanda

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Colocação Pronominal

Regras gerais de colocação pronominal

Ênclise – é a colocação normal do pronome na língua culta. (depois do verbo)
Ex.: Levantei-me cedo hoje.

Mesóclise – É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não haja condição de próclise. (no meio do verbo)
Exs.: O torneio de xadrez realizar-se-á no início da primavera.
Contar-lhe-ia o segredo, se pudesse.

Próclise – É a colocação do pronome quando antes do verbo há palavras que exercem atração sobre ele, como:
• Palavra negativa (não, nem, nunca, ninguém, nenhum, nada, jamais...) não seguida de pausa. Ex.: Nunca nos revelou sua verdadeira identidade.
• Advérbio não seguido de vírgula. Ex.: Depois me dirigi ao balcão de informações.
Obs.: Havendo vírgula depois de palavra negativa ou de advérbios, usa-se ênclise. Exs.: Não, disse-me ele, não me deve mais nada.
Em seguida, despediu-se de todos gentilmente.
• Pronomes relativos e indefinidos. Exs.: O rapaz que me procurou vendia dicionários. / Quem te acompanhou até aqui?
• Conjunção subordinativa. Ex.: Pensei que lhe dariam o emprego.
• Preposição “em”, seguida de gerúndio. Ex.: Em se tratando de brigas familiares, não me meto.
• Infinitivo pessoal precedido de preposição. Ex.: Para se desculparem, enviaram-nos flores e bombons.
• Orações optativas, exclamativas ou interrogativas, com sujeito antes do verbo. Ex.: Deus lhe pague, moço!

Obs.: Havendo entre a palavra que exerce atração e o pronome oblíquo um termo ou oração intercalados, a próclise continua sendo necessária. Observe: Nunca, é bom saberem, lhe pedi dinheiro.



Colocação dos pronomes átonos nas locuções verbais

Nas locuções verbais ocorrem as seguintes colocações de pronomes:

Com verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio

Se não houver fator que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado:
• Depois do verbo auxiliar.
Exs.: Devo-lhe mandar o livro ainda hoje.
Vinha-se arrastando pelas ruas.
• Depois do infinitivo ou gerúndio.
Exs.: Devo mandar-lhe o livro hoje.
Vinha arrastando-se pelas ruas.

Se houver fator que justifique a próclise, o pronome poderá ser colocado:

• Antes do verbo auxiliar.
Exs.: Nada lhe devo contar.
Todos nos estavam esperando.
• Depois do infinitivo ou gerúndio.
Exs.: Nada devo contar-lhe.
Todos estavam esperando-nos.

Observações:
1ª Havendo preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do pronome é facultativa.
Ex.: A moça há de acostumar-se com a vida de casada. / A moça há de se acostumar com a vida de casada.
2ª Com a preposição a e o pronome oblíquo o (e variações), o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo.
Ex: Tornou a vê-los depois do casamento.

Com verbo auxiliar + particípio

Se não houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará depois do verbo auxiliar.
Ex.: Haviam-me oferecido um bom emprego.

Se houver fator que justifique a próclise, o pronome ficará antes do verbo auxiliar.
Ex.: Não me haviam oferecido nada de bom.

TIPOS DE PREDICADO

Tipos de predicado

Segundo a informação contida no predicado, ele pode ser:
Verbal;
Nominal;
Verbo-nominal.

Ø Predicado verbal (PV) – É aquele que informa uma ação. O núcleo do predicado verbal é o próprio verbo.
Exs.:
As árvores florescem na primavera. (VI)
Os pássaros fazem seus ninhos. (VTD)
Nós concordamos com você. (VTI)
Os alunos prestaram uma homenagem ao professor. (VTDI)

Ø Predicado nominal (PN) – É aquele que informa um estado do sujeito. Nesse predicado o verbo é de ligação. O núcleo do predicado nominal é a característica do sujeito contida no predicado.
Exs.:
Aquelas esculturas eram valiosas.
A população permanecia apreensiva.
Este homem parece uma criança.

IMPORTANTE
Predicativo do sujeito é o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito.
Exs.:
As crianças continuam felizes. (VL) + (predicativo do sujeito)
As atitudes de alguns homens são imperdoáveis. (VL) + (predicativo do sujeito)

O predicativo também pode aparecer com outros verbos.
Exs.:
As crianças saíram satisfeitas. (VI) +(Predicativo do sujeito)
Os bancários terminaram o trabalho aliviados. (VTD) +(OD) + (Predicativo do sujeito)

O predicativo do sujeito pode ser representado por um adjetivo, locução adjetiva, substantivo, palavra substantivada, pronome substantivo ou numeral.
Exs.:
O seu gesto foi delicado. (adjetivo)
A comida está sem sabor. (locução adjetiva)
A lua parece uma bola. (substantivo)
Amar é viver. (palavra substantivada)
Meu carro não é esse. (pronome substantivo)
Nós somos cinco em casa. (numeral)

Ø Predicado verbo-nominal (PVN) – é aquele que expressa uma dupla informação: ação e estado. Por fornecer duas informações, é constituído por dois núcleos: um verbo e um nome (predicativo).
Exs.:
Os gatos olhavam aflitos. (VI) + (predicativo do sujeito)
O dentista voltou sério. (VI) + (predicativo do sujeito)
Os alunos fizeram a prova tranquilos. (VTD) + (OD) + (predicativo do sujeito)
Os alunos retornaram da excursão felizes. (VTI) + (OI) + (predicativo do sujeito)

IMPORTANTE
Há predicados verbo-nominais em que o predicativo não se refere ao sujeito, mas ao objeto.
Exs.:
Os colegas consideram Daniel inteligente.
O predicativo “inteligente” se refere ao OD Daniel e não ao sujeito “colegas”. = predicativo do objeto.
Os alunos acharam fácil a prova.
O predicativo “fácil” se refere ao OD “a prova” e não ao sujeito “alunos”. = predicativo do objeto.
Eu achava horrível qualquer filme de terror.
O predicativo “horrível” se refere ao OD “qualquer filme de terror” e não ao sujeito “eu”. = predicativo do objeto.

Obs.: O predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre com objeto indireto com o verbo chamar. Chama-lhe ingrato. (Chama a ele ingrato)

SUJEITO

Sujeito

Em análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais da oração, responsável por realizar ou sofrer uma ação ou estado.
Segundo uma tradição iniciada por Aristóteles, toda oração pode ser dividida em dois constituintes principais: o sujeito e o predicado.
Para os verbos que denotam ação, frequentemente o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o ser que pratica a ação e o da voz passiva é o que sofre suas consequências. Sob outra tradição, o sujeito (psicológico) é o constituinte do qual se diz alguma coisa. Segundo Bechara, "É o termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade".
Exemplos
O menino brinca. - Os meninos brincam.
O livro é bom. - Os livros são bons.
Didaticamente, fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? ― e teremos a resposta; esta resposta será o sujeito.
"O menino brinca." Quem é que brinca? O menino. Logo, o menino é o sujeito da frase.
"O livro é bom." Que é que é bom? O livro. Logo, o livro é o sujeito da frase.
Tipos de Sujeito
O sujeito pode ser, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), classificado em simples, composto, indeterminado, desinencial ou implícito e inexistente. Nesse último caso, temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito.

1. Sujeito simples
É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em negrito):
Maria é uma garota bonita.
A pequena criança parecia feliz com seu novo brinquedo.
Ivana é chata.

2. Sujeito composto
É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo, escrito na oração.
Pedro e Paulo são amigos.
Paula e Carla fizeram compras no sábado.
Bruna e Michelle trabalham juntas.
O sujeito também pode vir depois do verbo:
Saíram Pedro e Paulo.
Saiu Pedro e Paulo.
Note que, no segundo caso, o verbo "saiu" concorda com o sujeito "Pedro", mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa.

3. Sujeito desinencial, implícito, oculto, elíptico ou subentendido
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.
Fechei a porta.
Quem abriu a porta?
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Quem abriu a porta?, o identificado é ele.
Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, colocamo-lo entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= Sujeito Simples Desinencial.

4. Sujeito indeterminado
Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.

Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:
a) O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.
Dizem que eles não vão bem.
Estão chamando o rapaz...
Disseram que ele morreu.

b) Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na 3ª pessoa do singular, mais a partícula se.
Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.
Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:
Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa → verbo transitivo direto)
Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa → verbo transitivo direto)
Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:
Carros são comprados (sujeito: "Carros");
Casa é vendida (sujeito: "Casa").

c) Com um Verbo Intransitivo, somente na 3ª pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.
Vive-se feliz, aqui.
Aqui se dorme muito bem.

5. Orações Sem Sujeito
Observação: Dar o nome de Oração sem Sujeito (OSS) não se constitui, formalmente, da classificação do sujeito, mas da oração enquanto estrutura lingüística desprovida de sujeito.
Há verbos que não têm sujeito, ou este é nulo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo os seguintes:

a) Com os verbos que indicam fenômenos da natureza, tais como anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar...
• Trovejou muito.
• Chove muito no Amazonas.
OBS: Esses mesmos verbos têm sujeito quando são utilizados em sentido figurado.

b) Com o verbo haver, significando existir, realizar, acontecer.
Ainda há amigos.
Haverá aulas amanhã.
Há dois dias que não durmo.

c) Com os verbos fazer, haver e estar indicando tempo, decorrido ou não.
Está quente esta noite.
Faz dez anos que não o vejo.
Faz calor terrível no verão.
Está na hora do recreio.

d) Com o verbo ser indicando tempo.
Era uma vez.
Foi em janeiro.

e) Com os verbos ir, vir e passar indicando tempo.
Já passa de um ano... .
Já passa das cinco horas.
Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria de substantivos.
Amanhã é feriado nacional. (O dia de amanhã...)
Aqui já é Vitória (Este lugar...)
Nota: Oração Sem Sujeito também pode ser chamada de OSS.